O lado A e o lado B
Como um disco de vinil, há muito tempo extinto, nós seres humanos, ainda não extintos, possuímos somente dois lados para se escolher a musica da vida que queremos ouvir.
O lado A é o amor
O lado B é a frustração, agonia, irritação, raiva.
Às vezes paramos por muito tempo no lado B, ouvindo e ouvindo, a mesma canção depressiva e esquecemos que também podemos mudar o disco e começar a ouvir o Lado A.
Talvez a gente escute o lado B com maior freqüência por não ter com quem escutar o Lado A.
Ou somente escutamos o lado B para nos lembrarmos de como é bom saber que podemos ouvir o Lado A depois e aproveitá-lo com maior prazer.
O importante é saber que ambos estão disponíveis, ambos são importantes em nossas vidas e cabe a nós mesmos optar qual o lado que queremos ouvir e viver.
Cassiano M Zanetti
Cassiano M. Zanetti
"Every men is born to be free and independent" será?
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
Perfect is...
Perfect is...
perfect is the moment you realize you are alive and feel happy for that
perfect is a nice woman sleeping quietly on your arms resting after a wild sex
perfect is watching the dark sky around the fire in Africa
perfect is dancing and listening to the music you love
perfect is knowing we are limited humans and even tough we can make amazing things with our minds and bodies
perfect is the sound you dont listen on a dark night alone in your room
perfect is wake up and realize you can walk
perfect is sending you an email and helping you on somehting i have no idea is going on
perfect is shaking
perfect is felling love
life is not perfect
love is nor perfect
and that is perfect!
Cassiano M. Zanetti
perfect is the moment you realize you are alive and feel happy for that
perfect is a nice woman sleeping quietly on your arms resting after a wild sex
perfect is watching the dark sky around the fire in Africa
perfect is dancing and listening to the music you love
perfect is knowing we are limited humans and even tough we can make amazing things with our minds and bodies
perfect is the sound you dont listen on a dark night alone in your room
perfect is wake up and realize you can walk
perfect is sending you an email and helping you on somehting i have no idea is going on
perfect is shaking
perfect is felling love
life is not perfect
love is nor perfect
and that is perfect!
Cassiano M. Zanetti
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
O lado negro da Lua
Estava pensando agora sobre esse assunto.
E tudo que posso pensar a respeito da Lua é a sua influencia no dia a dia das pessoas.
Pessoas nascem de acordo com a Lua.
A Lua influencia nas marés.
E como somos mais de 60% compostos por água, podemos dizer que a Lua também nos influencia.
As mulheres cortam o cabelo em determinada Lua
As plantações seguem também um calendário lunar, pescarias...
Há também o ditado: “fulano nasceu com a b.... virada pra Lua!”...e por ai vão as comparações e ligações com o Astro que nos circunda.
Mas o que me interessou de verdade foi que a Lua tem um lado negro.
Um lado que jamais veremos, e mais uma vez podemos comparar a Lua com os seres humanos.
Mas ao contrario da Lua, mais cedo ou mais tarde, mostramos o nosso lado negro.
Estava pensando agora sobre esse assunto.
E tudo que posso pensar a respeito da Lua é a sua influencia no dia a dia das pessoas.
Pessoas nascem de acordo com a Lua.
A Lua influencia nas marés.
E como somos mais de 60% compostos por água, podemos dizer que a Lua também nos influencia.
As mulheres cortam o cabelo em determinada Lua
As plantações seguem também um calendário lunar, pescarias...
Há também o ditado: “fulano nasceu com a b.... virada pra Lua!”...e por ai vão as comparações e ligações com o Astro que nos circunda.
Mas o que me interessou de verdade foi que a Lua tem um lado negro.
Um lado que jamais veremos, e mais uma vez podemos comparar a Lua com os seres humanos.
Mas ao contrario da Lua, mais cedo ou mais tarde, mostramos o nosso lado negro.
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
Onde vivem seus monstros
Onde vivem seus monstros
Nascemos e mal nos lembramos dos primeiros anos de nossas vidas. O tempo passa e começamos a conhecer as coisas, os objetos, as pessoas, sorrimos, choramos, brincamos.
Com o tempo, deixamos o nosso berço e vamos para uma cama somente nossa. Às vezes, passamos mais tempo de volta no berço ou na cama dos nossos pais do que dormindo sozinhos em nossas novas camas.
A situação começa a ficar chata para os nossos pais, pois nos descontrolamos a noite e acordamos todos molhados. A pressão para ir para o nosso canto é enorme e acabamos cedendo.
A nova etapa envolve várias coisas novas entre elas o medo do escuro, e enquanto somos filhos únicos, temos que encarar também a solidão do quarto, mas o pior de todos os males ainda está por vir: OS MONSTROS QUE VIVEM DENTRO DO QUARTO!
Eles estão por toda parte. Dentro do armário, atrás da porta, no teto, nas mais estreitas frestas, e o pior e mais malignico de todos mora em um lugar especial: DEBAIXO DE NOSSAS CAMAS! É assustador para uma criança imaginar que ao menor movimento dos olhos, eles acordam e começam a se movimentar pelo quarto em busca de criancinhas solitárias e desprotegidas.
Nossos pais, que também já foram crianças um dia, sabem muito bem como lidar com eles e nos tranqüilizam mostrando que não há monstros em parte alguma do quarto, que são tudo fruto de nossa imaginação infantil e pronto, tudo passa.
Tudo passa? Era tão bom quando os monstros estavam seguros debaixo da minha cama e não livres e ativos em um lugar pior do que a gente imaginava. DENTRO DE NOSSAS CABECAS!
Cassiano M. Zanetti
Nascemos e mal nos lembramos dos primeiros anos de nossas vidas. O tempo passa e começamos a conhecer as coisas, os objetos, as pessoas, sorrimos, choramos, brincamos.
Com o tempo, deixamos o nosso berço e vamos para uma cama somente nossa. Às vezes, passamos mais tempo de volta no berço ou na cama dos nossos pais do que dormindo sozinhos em nossas novas camas.
A situação começa a ficar chata para os nossos pais, pois nos descontrolamos a noite e acordamos todos molhados. A pressão para ir para o nosso canto é enorme e acabamos cedendo.
A nova etapa envolve várias coisas novas entre elas o medo do escuro, e enquanto somos filhos únicos, temos que encarar também a solidão do quarto, mas o pior de todos os males ainda está por vir: OS MONSTROS QUE VIVEM DENTRO DO QUARTO!
Eles estão por toda parte. Dentro do armário, atrás da porta, no teto, nas mais estreitas frestas, e o pior e mais malignico de todos mora em um lugar especial: DEBAIXO DE NOSSAS CAMAS! É assustador para uma criança imaginar que ao menor movimento dos olhos, eles acordam e começam a se movimentar pelo quarto em busca de criancinhas solitárias e desprotegidas.
Nossos pais, que também já foram crianças um dia, sabem muito bem como lidar com eles e nos tranqüilizam mostrando que não há monstros em parte alguma do quarto, que são tudo fruto de nossa imaginação infantil e pronto, tudo passa.
Tudo passa? Era tão bom quando os monstros estavam seguros debaixo da minha cama e não livres e ativos em um lugar pior do que a gente imaginava. DENTRO DE NOSSAS CABECAS!
Cassiano M. Zanetti
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
O que podemos aprender com nossas férias
O que podemos aprender com as nossas férias.
Sair de férias é o que todo mundo planeja e aguarda com ansiedade.
Vemos os melhores roteiros, os melhores pacotes, a melhores opções de hotéis, pousadas, maneiras de se chegar aonde quer ir, e se você é mulher, vai mais a fundo, compra livros, lê a respeito dos locais a serem visitados, programa a melhor época, prepara as malas com antecedência....
Ao chegar no destino, é uma maravilha encontrar tudo que se leu e viu em livros e fotos, o tempo voa! E quando vemos, já é hora de retornar para casa, para a realidade do cotidiano.
Alguns fazem vários planos para suas férias, e quando se menos espera, elas já estão acabando e não foram aproveitadas.
A comparação com nossas vidas é como podemos compara-la e o que fazemos com ela com a programação das nossas férias.
Chegar no final de nossas vidas com a sensação de “já esta acabando e eu não fiz nada?” ou “caramba! Como passou rápido e como aproveitei!”
Cassiano M. Zanetti
Sair de férias é o que todo mundo planeja e aguarda com ansiedade.
Vemos os melhores roteiros, os melhores pacotes, a melhores opções de hotéis, pousadas, maneiras de se chegar aonde quer ir, e se você é mulher, vai mais a fundo, compra livros, lê a respeito dos locais a serem visitados, programa a melhor época, prepara as malas com antecedência....
Ao chegar no destino, é uma maravilha encontrar tudo que se leu e viu em livros e fotos, o tempo voa! E quando vemos, já é hora de retornar para casa, para a realidade do cotidiano.
Alguns fazem vários planos para suas férias, e quando se menos espera, elas já estão acabando e não foram aproveitadas.
A comparação com nossas vidas é como podemos compara-la e o que fazemos com ela com a programação das nossas férias.
Chegar no final de nossas vidas com a sensação de “já esta acabando e eu não fiz nada?” ou “caramba! Como passou rápido e como aproveitei!”
Cassiano M. Zanetti
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
O Coelho na Cartola
O coelho na cartola
As vezes na ansiedade de fazer algo, acabamos mostrando o coelho na hora errada e acabando com o resto do show.
As vezes na ansiedade de fechar um negocio, damos descontos e oferecemos tudo que temos e acabamos com a negociação e uma possível futura venda.
É preciso prender a atenção das pessoas.
Envolve-las em uma nuvem de imprevisibilidades e incertezas.
E no final, mostra-se o coelho e ganha os aplausos.
Ou às vezes, nem precisa mostrar o coelho.
O coelho fugiu, o coelho esta no camarim, esta doente, esta indisposto, não quer se apresentar na data, foi fazer um curso de cartola em outro pais, inventar uma historia, quem sabe, gere ainda mais expectativa e respeito para o coelho e seu mágico.
Alan Watts comentou: “o segredo da Maçonaria é que ela tem diversas etapas a serem atingidas, diversos degraus rumo ao topo da hierarquia”
Sabendo disso, talvez nem precise mostrar o coelho no final do espetáculo. Talvez somente a pata esquerda e deixar o resto para um próximo show.
E como todo bom mágico e na vida real, talvez seja isso que precisamos fazer. Manter nossos coelhos na cartola por mais tempo.
Cassiano M. Zanetti
As vezes na ansiedade de fazer algo, acabamos mostrando o coelho na hora errada e acabando com o resto do show.
As vezes na ansiedade de fechar um negocio, damos descontos e oferecemos tudo que temos e acabamos com a negociação e uma possível futura venda.
É preciso prender a atenção das pessoas.
Envolve-las em uma nuvem de imprevisibilidades e incertezas.
E no final, mostra-se o coelho e ganha os aplausos.
Ou às vezes, nem precisa mostrar o coelho.
O coelho fugiu, o coelho esta no camarim, esta doente, esta indisposto, não quer se apresentar na data, foi fazer um curso de cartola em outro pais, inventar uma historia, quem sabe, gere ainda mais expectativa e respeito para o coelho e seu mágico.
Alan Watts comentou: “o segredo da Maçonaria é que ela tem diversas etapas a serem atingidas, diversos degraus rumo ao topo da hierarquia”
Sabendo disso, talvez nem precise mostrar o coelho no final do espetáculo. Talvez somente a pata esquerda e deixar o resto para um próximo show.
E como todo bom mágico e na vida real, talvez seja isso que precisamos fazer. Manter nossos coelhos na cartola por mais tempo.
Cassiano M. Zanetti
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
Quem tem um, cedo ou tarde fica no escuro sem saber aonde ir.
Quem tem um, cedo ou tarde fica no escuro sem saber aonde ir.
Dependência. Tudo gira em torno dessa palavra e do conceito que ela representa. Na verdade nada gira em torno de uma palavra, pois senão estaríamos todos tontos, é so uma maneira de dizer.
Tudo vibra e isso já é certo ate que provem o contrario. Então tudo vibra ao redor do conceito que a palavra dependência representa. É uma vibração dependente. Como James Bond, é sempre bom ter uma rota de fuga alem da rota normal. Isso gera segurança e tranqüilidade caso as coisas não dêem certo como o planejado.
Depender de uma rota de fuga é o mesmo que estar condenado a não conseguir escapar. Quem tem rotas de fuga, quem tem planos alternativos, quem tem possibilidades, vive mais e vai mais longe.
Ter um equipamento importante é não ter nenhum. Pois uma hora esse equipamento pode quebrar e te deixar em apuros. Ter um emprego ou uma atividade é o mesmo que não ter nenhum. Uma hora você pode ser mandado embora. Ter o foco da empresa voltado para um negócio específico, é o mesmo que estar condenado ao fracasso. Imagine ter um cliente somente, uma única fonte de renda, um isso ou um aquilo...
Depender de uma única opção seja ela qual for na sua vida é o mesmo efeito sobre uma mosca girando ao redor de uma lâmpada acessa dentro de um quarto. Uma hora ela ficará tonta e no escuro sem saber aonde ir.
Cassiano M. Zanetti
Dependência. Tudo gira em torno dessa palavra e do conceito que ela representa. Na verdade nada gira em torno de uma palavra, pois senão estaríamos todos tontos, é so uma maneira de dizer.
Tudo vibra e isso já é certo ate que provem o contrario. Então tudo vibra ao redor do conceito que a palavra dependência representa. É uma vibração dependente. Como James Bond, é sempre bom ter uma rota de fuga alem da rota normal. Isso gera segurança e tranqüilidade caso as coisas não dêem certo como o planejado.
Depender de uma rota de fuga é o mesmo que estar condenado a não conseguir escapar. Quem tem rotas de fuga, quem tem planos alternativos, quem tem possibilidades, vive mais e vai mais longe.
Ter um equipamento importante é não ter nenhum. Pois uma hora esse equipamento pode quebrar e te deixar em apuros. Ter um emprego ou uma atividade é o mesmo que não ter nenhum. Uma hora você pode ser mandado embora. Ter o foco da empresa voltado para um negócio específico, é o mesmo que estar condenado ao fracasso. Imagine ter um cliente somente, uma única fonte de renda, um isso ou um aquilo...
Depender de uma única opção seja ela qual for na sua vida é o mesmo efeito sobre uma mosca girando ao redor de uma lâmpada acessa dentro de um quarto. Uma hora ela ficará tonta e no escuro sem saber aonde ir.
Cassiano M. Zanetti
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
A mão que balança o berço é a mesma que controla sua vida
A Mão que balança o berço é a mesma que controla sua vida
Porque correr tanto atrás de algo? Em busca de algo irreal? Em busca de algo material?
Fico pensando que quanto mais vamos em busca de um significado, em busca de conquistar alguma coisa, mais essa coisa, esse alguém, essa ilusão, não passa mesmo de uma ilusão, uma nuvem de poeira que colocam na nossa frente e nós, feito bobos, tentamos descobrir o que há por trás dessa nuvem cósmica ilusória.
“é como enganar uma criança mostrando a ela uma mão fechada. A criança fica enfeitiçada achando que dentro dela há algo mágico, algo que possa satisfazê-la de alguma forma, de alguma maneira, e quanto mais deixamos a mão fechada na frente dela, mais essa vontade dela querer ver o que há dentro vai aumentando e aumentando...mas ela, coitada, decepciona-se ao descobrir que dentro da mão não havia nada”
Crescemos e as mãos que colocam na nossa frente, agora são maiores.
São os carros que queremos comprar impulsionados pelas propagandas.
São as casas que nos levam a crer que temos que comprar agora senão o preço vai subir e jamais poderemos comprar se não agora.
São as mulheres e homens que temos que seguir o mesmo padrão de beleza e comportamento.
São as cervejas, cigarros, roupas, moda, tudo! Tudo esta dentro de uma gigantesca mão fechada à nossa frente! Nos impulsionando para um precipício chamado o precipício de viver uma vida de ilusão atrás de uma grande mentira obscura!
A mesma mão que balançava o berço, é a mesma mão que o mantém preso nessa ilusão
Para sermos felizes, de verdade, o segredo deve ser olhar para a tudo isso, olhar a mão fechada à nossa frente e saber que não adianta o esforço que fizermos, ela nunca se abrirá para nós revelando sua real identidade.
Para ser feliz, basta olhar para as nossas próprias mãos e perceber que tudo que podemos fazer, tudo que podemos conquistar, tudo depende única e exclusivamente das coisas reais que realmente conseguimos segurar e fechar dentro de nossas próprias mãos.
E se for pra ser mais feliz ainda, basta nunca fechar a mão, deixar as coisas serem livres, como nós mesmos pretendemos e gostaríamos de ser.
Cassiano M. Zanetti
Porque correr tanto atrás de algo? Em busca de algo irreal? Em busca de algo material?
Fico pensando que quanto mais vamos em busca de um significado, em busca de conquistar alguma coisa, mais essa coisa, esse alguém, essa ilusão, não passa mesmo de uma ilusão, uma nuvem de poeira que colocam na nossa frente e nós, feito bobos, tentamos descobrir o que há por trás dessa nuvem cósmica ilusória.
“é como enganar uma criança mostrando a ela uma mão fechada. A criança fica enfeitiçada achando que dentro dela há algo mágico, algo que possa satisfazê-la de alguma forma, de alguma maneira, e quanto mais deixamos a mão fechada na frente dela, mais essa vontade dela querer ver o que há dentro vai aumentando e aumentando...mas ela, coitada, decepciona-se ao descobrir que dentro da mão não havia nada”
Crescemos e as mãos que colocam na nossa frente, agora são maiores.
São os carros que queremos comprar impulsionados pelas propagandas.
São as casas que nos levam a crer que temos que comprar agora senão o preço vai subir e jamais poderemos comprar se não agora.
São as mulheres e homens que temos que seguir o mesmo padrão de beleza e comportamento.
São as cervejas, cigarros, roupas, moda, tudo! Tudo esta dentro de uma gigantesca mão fechada à nossa frente! Nos impulsionando para um precipício chamado o precipício de viver uma vida de ilusão atrás de uma grande mentira obscura!
A mesma mão que balançava o berço, é a mesma mão que o mantém preso nessa ilusão
Para sermos felizes, de verdade, o segredo deve ser olhar para a tudo isso, olhar a mão fechada à nossa frente e saber que não adianta o esforço que fizermos, ela nunca se abrirá para nós revelando sua real identidade.
Para ser feliz, basta olhar para as nossas próprias mãos e perceber que tudo que podemos fazer, tudo que podemos conquistar, tudo depende única e exclusivamente das coisas reais que realmente conseguimos segurar e fechar dentro de nossas próprias mãos.
E se for pra ser mais feliz ainda, basta nunca fechar a mão, deixar as coisas serem livres, como nós mesmos pretendemos e gostaríamos de ser.
Cassiano M. Zanetti
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
Que tipo de caçador voce é
Que tipo de caçador você é?
Meu pai certa vez me falou: “caçar codorna, todo mundo consegue, mas, caçar elefantes é outra coisa.”
Esses dias li uma matéria sobre a primeira mulher a caçar elefante utilizando somente um arco e flecha. Isso aconteceu no Zimbabwe, onde a caça de elefante é permitida devido ao grande numero populacional da espécie (já pensou se o mesmo acontecesse com o ser humano?).
O motivo que a levou a caçar elefante foi uma aposta com um amigo, que a desafiou dizendo: “mulheres não conseguem nem sequer erguer um arco e flecha para caçar, ainda mais derrubar um elefante.” E aceitando a aposta, ela começou a sua jornada.
Foram 8 meses de preparação, treinamento especial todos os dias para fortalecimento muscular, técnicas de tiro, busca de patrocínios, alimentação, procura do melhor vestuário, melhor época do ano, documentação, etc...
Até o momento decisivo, onde somente com uma flechada, ela conseguiu acertar o animal, quase ao entardecer, a uma distancia de menos de 12 jardas, ou seja, algo próximo de 11 metros de distancia. O animal abatido levou algum tempo até cair morto no chão, deixando um rastro de sangue que ajudou a encontrar o animal na manha seguinte.
Para ela, foi uma conquista não somente pessoal mas algo histórico e relatado mundialmente em revistas especializadas de arco e flecha, e após a façanha, ela tornou-se uma guia de caça respeitada mundialmente trabalhando na área desde então, fazendo propagandas, aparecendo em periódicos, etc...
O que isso tem a ver com nosso cotidiano? Com nossas escolhas e atividades profissionais, amorosas, familiares?
Fora o fato de motivação e desafio, o que me faz pensar a respeito, é a diferença do que escolhemos para nossas vidas. Garotos desde pequeno ficam fascinados pelas garotas mais bonitas da escola, e poucos conseguem conquistar seus corações. Com garotas a mesma coisa acontece, ao ver aquele “gatinho” da escola, rodeado de garotas. Ao crescer um pouco mais, as garotas tornam-se mulheres e os garotos, homens, e os problemas e dificuldades continuam, nessa hora não é somente “conseguir” conquistar aquela mulher dos sonhos, ou homem ideal, mas também encontrar um emprego, uma profissão, ou mesmo empreender em um novo negócio, algo que seja diferente e inovador.
E a pergunta aqui é: qual o risco que você quer correr? Qual a meta que quer alcançar? Qual o desafio a ser superado? Qual é o animal que você realmente quer caçar? Animal aqui é somente um termo figurativo.
Podemos facilmente ser caçadores de perdizes e viver uma vida mediana ou ate mesmo extraordinária, pois não há certo ou errado, mas também podemos ser um pouco mais ousados e nos especializar em caçar elefantes. Logicamente a jornada é muito mais cansativa, ainda mais se dependermos somente desse tipo de caça, pois essa envolve muita preparação, disposição, energia e envolvimento.
Cabe a cada um de nós descobrir o caçador que somos, e aceitar as circunstancias que a natureza nos coloca em busca da nossa caça. Lembrando sempre que para um tigre, o resultado das suas caçadas é sempre de 10 tentativas para 1 resultado positivo. Ao contrário de uma cobra, que ao sair à noite à procura de comida, volta pra sua toca com a quantidade de ratos que quiser.
Cassiano M. Zanetti
Meu pai certa vez me falou: “caçar codorna, todo mundo consegue, mas, caçar elefantes é outra coisa.”
Esses dias li uma matéria sobre a primeira mulher a caçar elefante utilizando somente um arco e flecha. Isso aconteceu no Zimbabwe, onde a caça de elefante é permitida devido ao grande numero populacional da espécie (já pensou se o mesmo acontecesse com o ser humano?).
O motivo que a levou a caçar elefante foi uma aposta com um amigo, que a desafiou dizendo: “mulheres não conseguem nem sequer erguer um arco e flecha para caçar, ainda mais derrubar um elefante.” E aceitando a aposta, ela começou a sua jornada.
Foram 8 meses de preparação, treinamento especial todos os dias para fortalecimento muscular, técnicas de tiro, busca de patrocínios, alimentação, procura do melhor vestuário, melhor época do ano, documentação, etc...
Até o momento decisivo, onde somente com uma flechada, ela conseguiu acertar o animal, quase ao entardecer, a uma distancia de menos de 12 jardas, ou seja, algo próximo de 11 metros de distancia. O animal abatido levou algum tempo até cair morto no chão, deixando um rastro de sangue que ajudou a encontrar o animal na manha seguinte.
Para ela, foi uma conquista não somente pessoal mas algo histórico e relatado mundialmente em revistas especializadas de arco e flecha, e após a façanha, ela tornou-se uma guia de caça respeitada mundialmente trabalhando na área desde então, fazendo propagandas, aparecendo em periódicos, etc...
O que isso tem a ver com nosso cotidiano? Com nossas escolhas e atividades profissionais, amorosas, familiares?
Fora o fato de motivação e desafio, o que me faz pensar a respeito, é a diferença do que escolhemos para nossas vidas. Garotos desde pequeno ficam fascinados pelas garotas mais bonitas da escola, e poucos conseguem conquistar seus corações. Com garotas a mesma coisa acontece, ao ver aquele “gatinho” da escola, rodeado de garotas. Ao crescer um pouco mais, as garotas tornam-se mulheres e os garotos, homens, e os problemas e dificuldades continuam, nessa hora não é somente “conseguir” conquistar aquela mulher dos sonhos, ou homem ideal, mas também encontrar um emprego, uma profissão, ou mesmo empreender em um novo negócio, algo que seja diferente e inovador.
E a pergunta aqui é: qual o risco que você quer correr? Qual a meta que quer alcançar? Qual o desafio a ser superado? Qual é o animal que você realmente quer caçar? Animal aqui é somente um termo figurativo.
Podemos facilmente ser caçadores de perdizes e viver uma vida mediana ou ate mesmo extraordinária, pois não há certo ou errado, mas também podemos ser um pouco mais ousados e nos especializar em caçar elefantes. Logicamente a jornada é muito mais cansativa, ainda mais se dependermos somente desse tipo de caça, pois essa envolve muita preparação, disposição, energia e envolvimento.
Cabe a cada um de nós descobrir o caçador que somos, e aceitar as circunstancias que a natureza nos coloca em busca da nossa caça. Lembrando sempre que para um tigre, o resultado das suas caçadas é sempre de 10 tentativas para 1 resultado positivo. Ao contrário de uma cobra, que ao sair à noite à procura de comida, volta pra sua toca com a quantidade de ratos que quiser.
Cassiano M. Zanetti
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
Hamlet estava enganado
Hamlet estava errado
Todos nascemos livres. Na teoria, pois na pratica, se nossa mãe ou nosso pai, nos deixar realmente livre, não sobrevivemos um dia sem cuidados e atenção. Isso é liberdade?
Ao crescer um pouco mais, temos liberdade de comer, beber, andar, correr, mas, e sempre tem um mas, temos que ir pra escola para aprender coisas que talvez nunca mais em nossas vidas utilizaremos. Isso é liberdade?
Ao passar por essa fase traumatizante na vida de qualquer criança, temos que prestar vestibular para algo que seremos e faremos para o resto das nossas vidas. Estudar, estudar, estudar, e eu acho que não é so estudar, é decorar, decorar, decorar...ate passar e finalmente entrar em uma faculdade e novamente, estudar...isso é liberdade?
Ao passar pela faculdade, um tempo inesquecível, concordo, caímos na realidade de procurar um emprego na área em que nos formamos e somos teoricamente capazes. Muitos e a maioria, não consegue exercer a profissão que escolheu anos atrás, por vários motivos, executando outras tarefas, outros trabalhos. Isso é liberdade?
Casamos, engravidamos, temos filhos e propagamos nossa espécie, da mesma maneira, fazendo com que eles repitam o ciclo que passamos, envelhecemos e ai sim fazemos o que nos bem entende, falamos o que queremos, fazemos o que queremos, devido a décadas de opressão, nos tornamos livres em nossos atos, afinal de contas, estamos no final mesmo, qual o problema? Mas essas atitudes, essas reações, são vistas como algum problema mental, algo a ser tratado, “o vovo pirou!” “a vovó pirou!” todo mundo tem uma explicação para essa “liberdade de expressão” então nos colocam em uma casa de tratamento pra idosos, hospital, ou outro tratamento qualquer com remédios potentes...e a pergunta final a ser feita é: Isso é liberdade?
Liberdade é ilusão
Não existe liberdade, e sim, uma breve independência das pessoas e das coisas ao nosso redor, independência de pensamentos negativos e frustrantes, de traumas, de bloqueios, de carências afetivas, de sofrimentos amorosos, e por ai vai a lista.
“Liberdade* é um cigarro chamado Hamlet” dizia o comercial na década de 80. Hoje, fumar? Proibido em vários lugares, o que me leva a pensar que ate mesmo fumar, não é mais liberdade, Hamlet, coitado...
Liberdade, então, seria um antídoto as hipocrisias e as frustrações pessoais associado a uma ausência de sentimentos e de pessoas por perto, minimalista nos modos de vestir e de viver...viver? Viver sem tudo isso? Não é viver! Prefiro não ter liberdade e...VIVER!
*na verdade, a tradução correta para o slogan da propaganda é: "Felicidade, é um cigarro chamado Hamlet". Mas o que seria liberdade senão felicidade?
Cassiano Zanetti
Todos nascemos livres. Na teoria, pois na pratica, se nossa mãe ou nosso pai, nos deixar realmente livre, não sobrevivemos um dia sem cuidados e atenção. Isso é liberdade?
Ao crescer um pouco mais, temos liberdade de comer, beber, andar, correr, mas, e sempre tem um mas, temos que ir pra escola para aprender coisas que talvez nunca mais em nossas vidas utilizaremos. Isso é liberdade?
Ao passar por essa fase traumatizante na vida de qualquer criança, temos que prestar vestibular para algo que seremos e faremos para o resto das nossas vidas. Estudar, estudar, estudar, e eu acho que não é so estudar, é decorar, decorar, decorar...ate passar e finalmente entrar em uma faculdade e novamente, estudar...isso é liberdade?
Ao passar pela faculdade, um tempo inesquecível, concordo, caímos na realidade de procurar um emprego na área em que nos formamos e somos teoricamente capazes. Muitos e a maioria, não consegue exercer a profissão que escolheu anos atrás, por vários motivos, executando outras tarefas, outros trabalhos. Isso é liberdade?
Casamos, engravidamos, temos filhos e propagamos nossa espécie, da mesma maneira, fazendo com que eles repitam o ciclo que passamos, envelhecemos e ai sim fazemos o que nos bem entende, falamos o que queremos, fazemos o que queremos, devido a décadas de opressão, nos tornamos livres em nossos atos, afinal de contas, estamos no final mesmo, qual o problema? Mas essas atitudes, essas reações, são vistas como algum problema mental, algo a ser tratado, “o vovo pirou!” “a vovó pirou!” todo mundo tem uma explicação para essa “liberdade de expressão” então nos colocam em uma casa de tratamento pra idosos, hospital, ou outro tratamento qualquer com remédios potentes...e a pergunta final a ser feita é: Isso é liberdade?
Liberdade é ilusão
Não existe liberdade, e sim, uma breve independência das pessoas e das coisas ao nosso redor, independência de pensamentos negativos e frustrantes, de traumas, de bloqueios, de carências afetivas, de sofrimentos amorosos, e por ai vai a lista.
“Liberdade* é um cigarro chamado Hamlet” dizia o comercial na década de 80. Hoje, fumar? Proibido em vários lugares, o que me leva a pensar que ate mesmo fumar, não é mais liberdade, Hamlet, coitado...
Liberdade, então, seria um antídoto as hipocrisias e as frustrações pessoais associado a uma ausência de sentimentos e de pessoas por perto, minimalista nos modos de vestir e de viver...viver? Viver sem tudo isso? Não é viver! Prefiro não ter liberdade e...VIVER!
*na verdade, a tradução correta para o slogan da propaganda é: "Felicidade, é um cigarro chamado Hamlet". Mas o que seria liberdade senão felicidade?
Cassiano Zanetti
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
Onde estamos indo?
Onde estamos indo?
As perspectivas e sentimentos em relação a algo que achamos ser diferente, a algo que achamos ser o que procuramos, alguém que queremos estar por perto e compartilhar nossas emoções e sentimentos, as vezes podem ser somente imagens que projetamos e preenchimento de algo interno que nos incomoda e precisa ser preenchido.
O que vale fazer?
Arriscar, experimentar, ter a sensação e a sensibilidade para perceber o que vale a pena ser seguido e seguir o próximo movimento, a caminho de algo maior, que julgamos ser algo maior, ou simplesmente abortar e permanecer seguro, a espera de algo que seja realmente importante.
Ou o que acredito possa ser o que menos procuramos e precisamos e que esteja bem abaixo de nossos narizes e desprezamos.
A vida é assim mesmo, um vai e vem de frustrações, decepções, alegrias e felicidades diárias. São as quatro estações do ano em um mesmo dia. São todos os sentimentos em um só. Muitas pessoas se sentem assustadas em relação a isso e preferem a segurança de um verão de sol com água fresca. Muitas preferem o outono e suas folhas caindo. Outros preferem e admiram a forca destrutiva de um furacão em meio a um dia quente de verão, que ao passar, destrói tudo que passa pelo seu caminho trazendo a oportunidade de mudança.
Nada é o que parece ser, e talvez isso seja a melhor resposta para tudo nessa vida. E aonde ir, isso talvez seja o que menos importa.
Cassiano Zanetti
As perspectivas e sentimentos em relação a algo que achamos ser diferente, a algo que achamos ser o que procuramos, alguém que queremos estar por perto e compartilhar nossas emoções e sentimentos, as vezes podem ser somente imagens que projetamos e preenchimento de algo interno que nos incomoda e precisa ser preenchido.
O que vale fazer?
Arriscar, experimentar, ter a sensação e a sensibilidade para perceber o que vale a pena ser seguido e seguir o próximo movimento, a caminho de algo maior, que julgamos ser algo maior, ou simplesmente abortar e permanecer seguro, a espera de algo que seja realmente importante.
Ou o que acredito possa ser o que menos procuramos e precisamos e que esteja bem abaixo de nossos narizes e desprezamos.
A vida é assim mesmo, um vai e vem de frustrações, decepções, alegrias e felicidades diárias. São as quatro estações do ano em um mesmo dia. São todos os sentimentos em um só. Muitas pessoas se sentem assustadas em relação a isso e preferem a segurança de um verão de sol com água fresca. Muitas preferem o outono e suas folhas caindo. Outros preferem e admiram a forca destrutiva de um furacão em meio a um dia quente de verão, que ao passar, destrói tudo que passa pelo seu caminho trazendo a oportunidade de mudança.
Nada é o que parece ser, e talvez isso seja a melhor resposta para tudo nessa vida. E aonde ir, isso talvez seja o que menos importa.
Cassiano Zanetti
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
UM peixe fora da água
Quem é você? Ou quem você gostaria de ser? Ou poderia ser?
Já parou pra pensar que o ser humano pode ser o que ele quiser? E que tudo depende das experiências, das atividades, do ambiente em que ele esta submetido a crescer, e também, da vontade de mudar e adaptação que queremos nos submeter.
Ficar na mesma atividade, durante anos, não me parece ser algo motivador. Não me parece algo justo com todo o desenvolvimento gerado por décadas, centenas ou milhares de anos que levaram a raça humana ate os dias de hoje. Entao, como forma de respeito a todos os que já vieram e já passaram pela Terra, passaram como maneira de expressão, pois não saímos daqui ou não viemos de outro lugar a não ser da própria Terra. Como a igreja já diz: do pó viestes e ao pó retornaras.
Podemos ter em nossa composição, gens de outras pessoas, outras capacidades, outras inteligências.
O que nos impede de verdade, a procurar algo novo, todo dia? Algo diferente do que estamos acostumados a fazer, dia após dia, ate o dia da nossa morte?
Talvez, o medo da mudança, da perda da acomodação e da segurança. E quem falou, algum dia, que temos segurança? Nosso coração pode parar de bater a qualquer momento, qualquer momento podemos ter um aneurisma no cérebro que nos impossibilite a fazer o menor movimento e ficarmos presos no nosso interior, e alguém nos diz que precisamos de segurança nesse planeta?
Não vejo a idéia de segurança, uma idéia segura. Pois essa idéia de segurança, me deixa mais inseguro ao pensar dessa maneira, como pequenas idéias podem quebrar essa Idea neurótica gerada por diversas gerações e que se repete, e continua se repetindo pela nossa geração sem fim.
Qual o seu trabalho? pergunta a garota para o rapaz. E ele gentilmente responde: Seguranca!...e a garota, que nao tem preconceito algum sobre ninguem, ainda mais por profissionais de segurança, sai correndo gritando:NAOOOOO!!!!! -por amar a insegurança gerada pelos dias tórridos de verão seguidos de possíveis tempestades e furacões destruidores.
Um ser que pode parecer errante aos olhos seguros da humanidade, mas aos olhos do universo, uma forca enorme de mutação e de evolução. Talvez não seja percebido o resultado agora, na nossa época, mas em décadas, centenas ou milhares de anos ou até mesmo em milênios.
O peixe que ousou andar um pouco a mais na terra firme e que morria ao se aventurar um pouco alem do que os seus antecessores, mas que foi dando forcas as novas gerações para irem um pouco mais alem do que esse ousou ir, ate que pernas foram surgindo, sistemas respiratórios adequados ao novo ambiente, entre outros atributos passados de geracao para geracao de peixes "errantes", ate chegar aos animais e talvez quem sabe, a nos mesmos.
E como nao poderia deixar de ser, a pergunta entao que fica no ar é: Quem são os peixes de hoje em dia que se arriscam a ir um pouco mais alem?
Cassiano M. Zanetti
Já parou pra pensar que o ser humano pode ser o que ele quiser? E que tudo depende das experiências, das atividades, do ambiente em que ele esta submetido a crescer, e também, da vontade de mudar e adaptação que queremos nos submeter.
Ficar na mesma atividade, durante anos, não me parece ser algo motivador. Não me parece algo justo com todo o desenvolvimento gerado por décadas, centenas ou milhares de anos que levaram a raça humana ate os dias de hoje. Entao, como forma de respeito a todos os que já vieram e já passaram pela Terra, passaram como maneira de expressão, pois não saímos daqui ou não viemos de outro lugar a não ser da própria Terra. Como a igreja já diz: do pó viestes e ao pó retornaras.
Podemos ter em nossa composição, gens de outras pessoas, outras capacidades, outras inteligências.
O que nos impede de verdade, a procurar algo novo, todo dia? Algo diferente do que estamos acostumados a fazer, dia após dia, ate o dia da nossa morte?
Talvez, o medo da mudança, da perda da acomodação e da segurança. E quem falou, algum dia, que temos segurança? Nosso coração pode parar de bater a qualquer momento, qualquer momento podemos ter um aneurisma no cérebro que nos impossibilite a fazer o menor movimento e ficarmos presos no nosso interior, e alguém nos diz que precisamos de segurança nesse planeta?
Não vejo a idéia de segurança, uma idéia segura. Pois essa idéia de segurança, me deixa mais inseguro ao pensar dessa maneira, como pequenas idéias podem quebrar essa Idea neurótica gerada por diversas gerações e que se repete, e continua se repetindo pela nossa geração sem fim.
Qual o seu trabalho? pergunta a garota para o rapaz. E ele gentilmente responde: Seguranca!...e a garota, que nao tem preconceito algum sobre ninguem, ainda mais por profissionais de segurança, sai correndo gritando:NAOOOOO!!!!! -por amar a insegurança gerada pelos dias tórridos de verão seguidos de possíveis tempestades e furacões destruidores.
Um ser que pode parecer errante aos olhos seguros da humanidade, mas aos olhos do universo, uma forca enorme de mutação e de evolução. Talvez não seja percebido o resultado agora, na nossa época, mas em décadas, centenas ou milhares de anos ou até mesmo em milênios.
O peixe que ousou andar um pouco a mais na terra firme e que morria ao se aventurar um pouco alem do que os seus antecessores, mas que foi dando forcas as novas gerações para irem um pouco mais alem do que esse ousou ir, ate que pernas foram surgindo, sistemas respiratórios adequados ao novo ambiente, entre outros atributos passados de geracao para geracao de peixes "errantes", ate chegar aos animais e talvez quem sabe, a nos mesmos.
E como nao poderia deixar de ser, a pergunta entao que fica no ar é: Quem são os peixes de hoje em dia que se arriscam a ir um pouco mais alem?
Cassiano M. Zanetti
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
Pecado Capital
A inveja é uma merda? Merda é merda, inveja...nao sei definir, precisa?
Todos nós, seres humanos mortais, temos situações em que dizemos mentalmente:
“que inveja”. Dificilmente dizemos essa palavra na verdade.
Isso pode ser de coisas boas ou de simples inveja ou egoísmo mesmo.
Conta a lenda de que havia um homem que demonstrou ter auto controle por muito tempo, mas que deixou uma brecha, e por ela, a sua inveja escapou revelando sua identidade ou o seu verdadeiro eu.
E para piorar, ele trabalhava com a mente humana. Ajudava as pessoas a se reencontrarem, a encontrar o que estava de errado com suas mentes, encontrar medos do passado, encarar e ir em frente. Enfim, ele ajudava pessoas em conflito.
Mas de que adianta ser bom para os outros, se ele não era bom consigo?
Cassiano M. Zanetti
Todos nós, seres humanos mortais, temos situações em que dizemos mentalmente:
“que inveja”. Dificilmente dizemos essa palavra na verdade.
Isso pode ser de coisas boas ou de simples inveja ou egoísmo mesmo.
Conta a lenda de que havia um homem que demonstrou ter auto controle por muito tempo, mas que deixou uma brecha, e por ela, a sua inveja escapou revelando sua identidade ou o seu verdadeiro eu.
E para piorar, ele trabalhava com a mente humana. Ajudava as pessoas a se reencontrarem, a encontrar o que estava de errado com suas mentes, encontrar medos do passado, encarar e ir em frente. Enfim, ele ajudava pessoas em conflito.
Mas de que adianta ser bom para os outros, se ele não era bom consigo?
Cassiano M. Zanetti
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
A Muleta do Saci
Ganhei um presente hoje.
Em uma caixa continha um Saci
Na outra, escolhi ganhar uma prótese e dar ao Saci
Saci que é Saci nao pode pular de pé em pé esperando alcancar o Mundo
Tampouco pode usar muletas, senao sempre tera uma desculpa
Saci que é Saci
Usa prótese
Não depende de ninguém
Usa sua própria perna e sua própria prótese para sair e conquistar o Mundo
Jogue fora a muleta do Saci
e descubra que voce nao é Saci
use suas próprias pernas para enfrentar e encarar o Mundo
sem medo
sem cansaço
sem preguisa
SEM MULETA
Cassiano Zanetti
Em uma caixa continha um Saci
Na outra, escolhi ganhar uma prótese e dar ao Saci
Saci que é Saci nao pode pular de pé em pé esperando alcancar o Mundo
Tampouco pode usar muletas, senao sempre tera uma desculpa
Saci que é Saci
Usa prótese
Não depende de ninguém
Usa sua própria perna e sua própria prótese para sair e conquistar o Mundo
Jogue fora a muleta do Saci
e descubra que voce nao é Saci
use suas próprias pernas para enfrentar e encarar o Mundo
sem medo
sem cansaço
sem preguisa
SEM MULETA
Cassiano Zanetti
A diferença entre homens e garotos...
"a diferença entre homens e garotos não é o preço dos seus brinquedos somente. Garotos ganham os seus presentes, Homens, compram os seus"
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
Resoluções para 2010...
"listen to the music" no palco do show musical da vida
Listen to the music
O que faz a gente se aborrecer?
Varias coisas
Entre elas, qdo estamos desafinados
Fora de sintonia
Não estamos escutando a musica da vida
Pisamos no PE da nossa parceira
Somos um desastre na pista de dança da vida
Como mudar?
Limpar os ouvidos
Prestar atenção no que ouve
Prestar atenção na musica que toca
A afinação, vem com uma melhor compreensão do que se escuta
E uma vez afinado
Não tem pisao no PE
Não tem aborrecimento
Não tem dia que a gente não deixe de viver
Curtindo
Vivendo
Cantando
Quem canta seus males espanta
Quem canta, encanta
E como diriam ou mlehor, cantavam na década de 70:
“Listen to the music”
http://www.youtube.com/watch?v=29RvK7OI2Fg
Listen to the music
O que faz a gente se aborrecer?
Varias coisas
Entre elas, qdo estamos desafinados
Fora de sintonia
Não estamos escutando a musica da vida
Pisamos no PE da nossa parceira
Somos um desastre na pista de dança da vida
Como mudar?
Limpar os ouvidos
Prestar atenção no que ouve
Prestar atenção na musica que toca
A afinação, vem com uma melhor compreensão do que se escuta
E uma vez afinado
Não tem pisao no PE
Não tem aborrecimento
Não tem dia que a gente não deixe de viver
Curtindo
Vivendo
Cantando
Quem canta seus males espanta
Quem canta, encanta
E como diriam ou mlehor, cantavam na década de 70:
“Listen to the music”
http://www.youtube.com/watch?v=29RvK7OI2Fg
domingo, 8 de novembro de 2009
"Nunca sei onde estou indo, para onde vou, ou onde ficarei, mas tenho a certeza sempre de que a viagem vale a pena"
Cassiano Zanetti
Cassiano Zanetti
sábado, 31 de outubro de 2009
A árvore que não sabia que fruto produzir.
Em um pequeno jardim foi plantado há alguns anos uma pequena semente.
Dessa semente pequena semente, cresceria uma grande árvore, a mais linda de todas, com frutos deliciosos e invejados por todas as outras árvores e espécies, e com as flores mais lindas nos seus galhos, mas que desde o princípio, teria que dedicar-se pela sua sobrevivência e por várias adversidades, dentre elas a mais terrível de todas: não saber qual seria o seu objetivo e qual seria a sua contribuição pela sua existência.
Anos após o seu nascimento, todas as plantas e árvores de menor porte, já produziam flores e pequenos frutos não comestíveis e sem muita significância para a humanidade, nem mesmo pequenos roedores ou animais silvestres apreciavam tais frutos. Mas elas faziam parte de um ecosistema, e para isso foram criadas. Não faziam mais do que o solicitado em suas vidas.
Mesmo assim, essas arvores menores, provocavam e menosprezavam a árvore que não sabia que fruto produzia.
Por se sentir menosprezada, a cada estação, seus galhos diminuíam, sua cor já não era mais a mesma, seus frutos, que começavam a brotar, não se desenvolviam como deveriam e caiam no chão, e as provocações aumentando, mês após mês, ano após ano...
No seu interior, desde pequenina, ela sabia o porquê nasceu e o porquê sobreviveu a tudo, e que a crise que estava passando, era somente passageira, que a preparava para um novo desabrochar, que no momento em que ela conseguisse se concentrar e cuidar de sua própria existência, tudo mudaria para melhor.
Mas não era fácil suportar a pressão de suas colegas plantas e árvores. O pior momento de todos, foi quando quem a plantou, com receio de que aquela árvore nunca lhe desse frutos, ameaçou cortá-la e acabar com sua existência para sempre, pois precisava do lugar onde ela estava para colocar um banco, fazer uma piscina ou plantar uma outra árvore menor mas já produzindo frutos.
Isso foi o início de uma crise ainda maior. Já pensou ser morta para abrir espaço para uma piscina? Um banco? Ou mesmo uma árvore mais produtiva e mais jovem?
Quando todos ficaram sabendo, foi ainda pior, pois foi motivo de risos e gargalhadas, algumas plantas choraram juntas, pois gostavam da sombra que a árvore produzia nos dias quentes de sol, e eliminar a árvore, seria eliminar a sombra e a proteção que a mesma proporcionava. Era uma relação de puro egoísmo, não de amor como ela imaginava que essas plantas sentiam por ela.
Aquilo tudo foi o golpe mais profundo sofrido, uma dor imensa no coração, uma traição, uma afronta a sua existência! Uma afronta à anos de luta! Mas de nada adiantava reclamar dos outros, das atitudes das plantas ao redor e mesmo da atitude da pessoa que a plantou, tudo ao seu redor era resultado de suas próprias ações interiores e de seus pensamentos, nada pior nessa existência do que nutrir internamente a imagem de fracasso e de inferioridade. Sobreviver foi mais fácil do que enfrentar a si mesma.
A maior batalha estava travada. Dias estavam sendo contados.
Dedicação e disciplina seriam as melhores opções, a não ser que a eliminação fosse a saída. Virar lenha para fogueira, ou um banco ou decoração com seus galhos. Pois logicamente, ela não possuía galhos ou tronco de má qualidade, e sua madeira poderia ser utilizada facilmente para construir algo duradouro, e isso também contribuía para a sua eliminação.
Dias e noites acordada, pensando, unindo forças para evoluir, planejando a melhor estratégia de recuperação, com o verão acabando e o outono se aproximando, seria o momento ideal para a renovação. Enquanto todas as outras plantas dormiam e deliciavam-se com sua sombra, ela aprofundou suas raízes, aumentou ainda mais os galhos e a quantidade de folhas, assim poderia aproveitar melhor a luz dos raios solares durante os dias de outono. As raízes aprofundando-se, conseguiu coletar e nutrir com novos nutrientes todas as suas partes, desde as mais baixas até as mais altas. Seu tronco, devido aos esforços, rompeu toda a casca velha e quebradiça trocando por uma nova roupagem, que lhe deu proteção a predadores e plantas que se fixavam sugando toda a sua energia e nutrientes necessários para a sua própria evolução. Tudo muito rápido, pois os dias passavam depressa e o inverno chegava com intensidade. Estar preparada para suportar temperaturas baixas, ter estoque de nutrientes seria primordial para quando chegasse a primavera, tudo estar em ordem e pronto para a ação.
Era questão de tempo, e tempo a perder, ela não tinha mais.
O outono passou, ela sentiu diferenças profundas em seu modo de pensar. O reflexo da mudança de atitude interna pode ser percebida no seu exterior, e isso a fascinou! Como pode, por tanto tempo, demorar a perceber, que mudanças internas geram mudanças radicais externas! E como sentia-se bem ao perceber isso tudo e do poder que ela tinha dentro dela mesma! Dúvidas sobre o que fazer, sobre o que gerar, não mais existiam, pois não importava mais, pois já sabia que o resultado seria somente conseqüência de suas ações!
As plantas ao seu redor, por estarem preocupadas somente em proteção e em seus próprios frutos e flores, não conseguiram ver a sua evolução, as mais próximas deliciaram-se ainda mais com a proteção de galhos maiores, e foi somente isso que elas viram mudando. Não puderam perceber a real mudança que acontecia próximo a elas.
O inverno chegou, a época mais fria e o momento mais difícil para todos.
Não para ela. Pois ela estava preparada. Seus galhos mais fortes, nutrida com melhores ingredientes, com a casca mais espessa e protetora, o inverno foi fácil de suportar. Diferente de outras épocas, em que o inverno era a pior época de se viver, no seu caso, sobreviver.
Foi impressionante para ela ver que esse inverno fora diferente dos outros, por todos esses motivos. E por analisar como sofrera à toa no passado.
Nos primeiros dias da primavera, nos primeiros cantos dos pássaros anunciando a nova estação, chegou o momento de acordar e colocar toda aquela energia e vontade de crescer para fora! Chegou a hora de realmente despertar! E não era uma vontade de mostrar-se aos outros, mas sim de ter alcançado uma meta, um objetivo! Uma razão por estar vivo! Por agradecer e contribuir ao universo por estar viva e feliz por mais um ano! Mais uma estação!
Todo o seu objetivo agora era gerar frutos, os melhores que poderiam existir! E foi exatamente isso que aconteceu! As flores ao seu redor, as outras árvores, os predadores, os pássaros e até mesmo quem a plantou, não acreditavam no que aconteceu. Não conseguiam entender toda aquela explosão de energia e vitalidade que acontecera bem diante dos seus olhos e não haviam percebido sequer uma mudança! Fora um choque tremendo para todos! Os pássaros que não pousavam em seus galhos, foram os primeiros a deliciar-se com todo aquele resultado. Ajudando ainda mais a cada pouso, trazendo novos ingredientes para suas flores, os insetos também ajudaram muito a sua fertilização, novas plantas grudaram-se em seus galhos, mas essas não mais somente se aproveitavam de seus nutrientes, elas tinha função importante em protegê-la de outras invasoras.
A ameaça que lhe foi feita, foi retirada. Não havia motivos para acabar com tamanha alegria e frutos deliciosos jamais saboreados. Toda a atenção agora estava voltada para a sua existência. As árvores e plantas ao seu redor no início acharam que aquilo tudo duraria somente uma primavera, mas enganaram-se tendo que conviver com a mais bela das espécies como sua vizinha mais alegre e viril, e a ameaça que nunca acharam que teriam que escutar e vivenciar, aconteceu. Algumas sucumbiram e foram eliminadas abrindo espaço para novas espécies e até mesmo bancos ou calçadas. Outras entenderam o real motivo de sua existência e lutaram tendo a árvore como sua referência de luta e inspiração, tornando-se também as mais belas do jardim e da região, agradecendo e pedindo desculpas por terem agido de maneira errônea no passado, lamentando o tempo que perderam vangloriando-se de sua mera existência, sem saber que poderiam ir muito mais longe, assim como sua mais bela companheira.
Quando tudo parece estar perdido, a resposta está onde menos procuramos, dentro de nós mesmos. E somente o tempo, dedicação, disciplina diária e aprimoramento pessoal, nos leva aonde fomos determinados a estar, sendo prósperos e felizes, retribuindo ao universo a cada dia que passa pela nossa existência.
Cassiano Murillo Zanetti
Em um pequeno jardim foi plantado há alguns anos uma pequena semente.
Dessa semente pequena semente, cresceria uma grande árvore, a mais linda de todas, com frutos deliciosos e invejados por todas as outras árvores e espécies, e com as flores mais lindas nos seus galhos, mas que desde o princípio, teria que dedicar-se pela sua sobrevivência e por várias adversidades, dentre elas a mais terrível de todas: não saber qual seria o seu objetivo e qual seria a sua contribuição pela sua existência.
Anos após o seu nascimento, todas as plantas e árvores de menor porte, já produziam flores e pequenos frutos não comestíveis e sem muita significância para a humanidade, nem mesmo pequenos roedores ou animais silvestres apreciavam tais frutos. Mas elas faziam parte de um ecosistema, e para isso foram criadas. Não faziam mais do que o solicitado em suas vidas.
Mesmo assim, essas arvores menores, provocavam e menosprezavam a árvore que não sabia que fruto produzia.
Por se sentir menosprezada, a cada estação, seus galhos diminuíam, sua cor já não era mais a mesma, seus frutos, que começavam a brotar, não se desenvolviam como deveriam e caiam no chão, e as provocações aumentando, mês após mês, ano após ano...
No seu interior, desde pequenina, ela sabia o porquê nasceu e o porquê sobreviveu a tudo, e que a crise que estava passando, era somente passageira, que a preparava para um novo desabrochar, que no momento em que ela conseguisse se concentrar e cuidar de sua própria existência, tudo mudaria para melhor.
Mas não era fácil suportar a pressão de suas colegas plantas e árvores. O pior momento de todos, foi quando quem a plantou, com receio de que aquela árvore nunca lhe desse frutos, ameaçou cortá-la e acabar com sua existência para sempre, pois precisava do lugar onde ela estava para colocar um banco, fazer uma piscina ou plantar uma outra árvore menor mas já produzindo frutos.
Isso foi o início de uma crise ainda maior. Já pensou ser morta para abrir espaço para uma piscina? Um banco? Ou mesmo uma árvore mais produtiva e mais jovem?
Quando todos ficaram sabendo, foi ainda pior, pois foi motivo de risos e gargalhadas, algumas plantas choraram juntas, pois gostavam da sombra que a árvore produzia nos dias quentes de sol, e eliminar a árvore, seria eliminar a sombra e a proteção que a mesma proporcionava. Era uma relação de puro egoísmo, não de amor como ela imaginava que essas plantas sentiam por ela.
Aquilo tudo foi o golpe mais profundo sofrido, uma dor imensa no coração, uma traição, uma afronta a sua existência! Uma afronta à anos de luta! Mas de nada adiantava reclamar dos outros, das atitudes das plantas ao redor e mesmo da atitude da pessoa que a plantou, tudo ao seu redor era resultado de suas próprias ações interiores e de seus pensamentos, nada pior nessa existência do que nutrir internamente a imagem de fracasso e de inferioridade. Sobreviver foi mais fácil do que enfrentar a si mesma.
A maior batalha estava travada. Dias estavam sendo contados.
Dedicação e disciplina seriam as melhores opções, a não ser que a eliminação fosse a saída. Virar lenha para fogueira, ou um banco ou decoração com seus galhos. Pois logicamente, ela não possuía galhos ou tronco de má qualidade, e sua madeira poderia ser utilizada facilmente para construir algo duradouro, e isso também contribuía para a sua eliminação.
Dias e noites acordada, pensando, unindo forças para evoluir, planejando a melhor estratégia de recuperação, com o verão acabando e o outono se aproximando, seria o momento ideal para a renovação. Enquanto todas as outras plantas dormiam e deliciavam-se com sua sombra, ela aprofundou suas raízes, aumentou ainda mais os galhos e a quantidade de folhas, assim poderia aproveitar melhor a luz dos raios solares durante os dias de outono. As raízes aprofundando-se, conseguiu coletar e nutrir com novos nutrientes todas as suas partes, desde as mais baixas até as mais altas. Seu tronco, devido aos esforços, rompeu toda a casca velha e quebradiça trocando por uma nova roupagem, que lhe deu proteção a predadores e plantas que se fixavam sugando toda a sua energia e nutrientes necessários para a sua própria evolução. Tudo muito rápido, pois os dias passavam depressa e o inverno chegava com intensidade. Estar preparada para suportar temperaturas baixas, ter estoque de nutrientes seria primordial para quando chegasse a primavera, tudo estar em ordem e pronto para a ação.
Era questão de tempo, e tempo a perder, ela não tinha mais.
O outono passou, ela sentiu diferenças profundas em seu modo de pensar. O reflexo da mudança de atitude interna pode ser percebida no seu exterior, e isso a fascinou! Como pode, por tanto tempo, demorar a perceber, que mudanças internas geram mudanças radicais externas! E como sentia-se bem ao perceber isso tudo e do poder que ela tinha dentro dela mesma! Dúvidas sobre o que fazer, sobre o que gerar, não mais existiam, pois não importava mais, pois já sabia que o resultado seria somente conseqüência de suas ações!
As plantas ao seu redor, por estarem preocupadas somente em proteção e em seus próprios frutos e flores, não conseguiram ver a sua evolução, as mais próximas deliciaram-se ainda mais com a proteção de galhos maiores, e foi somente isso que elas viram mudando. Não puderam perceber a real mudança que acontecia próximo a elas.
O inverno chegou, a época mais fria e o momento mais difícil para todos.
Não para ela. Pois ela estava preparada. Seus galhos mais fortes, nutrida com melhores ingredientes, com a casca mais espessa e protetora, o inverno foi fácil de suportar. Diferente de outras épocas, em que o inverno era a pior época de se viver, no seu caso, sobreviver.
Foi impressionante para ela ver que esse inverno fora diferente dos outros, por todos esses motivos. E por analisar como sofrera à toa no passado.
Nos primeiros dias da primavera, nos primeiros cantos dos pássaros anunciando a nova estação, chegou o momento de acordar e colocar toda aquela energia e vontade de crescer para fora! Chegou a hora de realmente despertar! E não era uma vontade de mostrar-se aos outros, mas sim de ter alcançado uma meta, um objetivo! Uma razão por estar vivo! Por agradecer e contribuir ao universo por estar viva e feliz por mais um ano! Mais uma estação!
Todo o seu objetivo agora era gerar frutos, os melhores que poderiam existir! E foi exatamente isso que aconteceu! As flores ao seu redor, as outras árvores, os predadores, os pássaros e até mesmo quem a plantou, não acreditavam no que aconteceu. Não conseguiam entender toda aquela explosão de energia e vitalidade que acontecera bem diante dos seus olhos e não haviam percebido sequer uma mudança! Fora um choque tremendo para todos! Os pássaros que não pousavam em seus galhos, foram os primeiros a deliciar-se com todo aquele resultado. Ajudando ainda mais a cada pouso, trazendo novos ingredientes para suas flores, os insetos também ajudaram muito a sua fertilização, novas plantas grudaram-se em seus galhos, mas essas não mais somente se aproveitavam de seus nutrientes, elas tinha função importante em protegê-la de outras invasoras.
A ameaça que lhe foi feita, foi retirada. Não havia motivos para acabar com tamanha alegria e frutos deliciosos jamais saboreados. Toda a atenção agora estava voltada para a sua existência. As árvores e plantas ao seu redor no início acharam que aquilo tudo duraria somente uma primavera, mas enganaram-se tendo que conviver com a mais bela das espécies como sua vizinha mais alegre e viril, e a ameaça que nunca acharam que teriam que escutar e vivenciar, aconteceu. Algumas sucumbiram e foram eliminadas abrindo espaço para novas espécies e até mesmo bancos ou calçadas. Outras entenderam o real motivo de sua existência e lutaram tendo a árvore como sua referência de luta e inspiração, tornando-se também as mais belas do jardim e da região, agradecendo e pedindo desculpas por terem agido de maneira errônea no passado, lamentando o tempo que perderam vangloriando-se de sua mera existência, sem saber que poderiam ir muito mais longe, assim como sua mais bela companheira.
Quando tudo parece estar perdido, a resposta está onde menos procuramos, dentro de nós mesmos. E somente o tempo, dedicação, disciplina diária e aprimoramento pessoal, nos leva aonde fomos determinados a estar, sendo prósperos e felizes, retribuindo ao universo a cada dia que passa pela nossa existência.
Cassiano Murillo Zanetti
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
Um à mais...é um à menos!
Um à mais é um à menos
Escrevendo sobre o que se passa na minha mente perturbada, talvez pela sombra opressora de um pai bem sucedido e por uma mãe super protetora, ou talvez por nada disso a não ser por ser um garoto cheio de idéias e que por ser assim não consegue espaço para pensar claramente na maneira de colocar todas essas idéias em prática, descobri algumas coisas interessantes.
Um à mais é um à menos, é o resultado de um longo pensamento e de diversos textos anteriores a esse e que de certa forma é extremamente revelador e como não poderia deixar de ser: extremamente motivador.
Por ter passado pelo que passei há quase 8 anos atrás, onde quase morri e tive que lutar muito para sobreviver, lembro perfeitamente que o que eu pensava anteriormente a esse fato, era o meu medo da morte. Esse medo era a minha mola motivadora. Logicamente que não com a mesma intensidade quando realmente tive que encará-la de verdade.
Um a mais é um a menos, é você levantar da cama cedo, olhar no espelho e dizer para você mesmo: Hoje é um dia a mais na minha vida e também um dia a menos na minha vida! Tenho que fazer algo de valioso nesse dia, para amanha ele poder ser um dia a mais, O dia a mais, pois depois de amanha, ele será um a menos no nosso calendário interno, no nosso relógio biológico, que nos permite um tempo limitado nesse corpo meramente mortal.
Um a mais é um a menos, é uma frase poderosa, que nos permite ter coragem de encarar mais um dia, com alegria, com motivação, para fazer o que deve ser feito, para fazer o que se pensa em fazer ou realmente realizar o que se pensa e não deixar para o amanha. Zen Budista já ensina: Not act is bad act, ou seja, não agir é uma má ação. Aja de uma vez por todas, não pense, faça. E como diria um professor meu: "Zanetti, se pensar em fazer algo...BAM! ja fez"
E por mais interessante que possa parecer, agora já são passados 24 minutos da zero hora, os primeiros 24 minutos de um novo dia e me pergunto ao analisa-los, que não precisamos esperar acordar para achar que o dia começa somente quando o sol aparece. O dia já começou apesar de estar escuro e ser noite,mesmo assim eu repito em voz alta no meu quarto:
“MARAVILHA! UM DIA A MAIS! E TAMBEM UM DIA A MENOS!”
Cassiano Zanetti
Escrevendo sobre o que se passa na minha mente perturbada, talvez pela sombra opressora de um pai bem sucedido e por uma mãe super protetora, ou talvez por nada disso a não ser por ser um garoto cheio de idéias e que por ser assim não consegue espaço para pensar claramente na maneira de colocar todas essas idéias em prática, descobri algumas coisas interessantes.
Um à mais é um à menos, é o resultado de um longo pensamento e de diversos textos anteriores a esse e que de certa forma é extremamente revelador e como não poderia deixar de ser: extremamente motivador.
Por ter passado pelo que passei há quase 8 anos atrás, onde quase morri e tive que lutar muito para sobreviver, lembro perfeitamente que o que eu pensava anteriormente a esse fato, era o meu medo da morte. Esse medo era a minha mola motivadora. Logicamente que não com a mesma intensidade quando realmente tive que encará-la de verdade.
Um a mais é um a menos, é você levantar da cama cedo, olhar no espelho e dizer para você mesmo: Hoje é um dia a mais na minha vida e também um dia a menos na minha vida! Tenho que fazer algo de valioso nesse dia, para amanha ele poder ser um dia a mais, O dia a mais, pois depois de amanha, ele será um a menos no nosso calendário interno, no nosso relógio biológico, que nos permite um tempo limitado nesse corpo meramente mortal.
Um a mais é um a menos, é uma frase poderosa, que nos permite ter coragem de encarar mais um dia, com alegria, com motivação, para fazer o que deve ser feito, para fazer o que se pensa em fazer ou realmente realizar o que se pensa e não deixar para o amanha. Zen Budista já ensina: Not act is bad act, ou seja, não agir é uma má ação. Aja de uma vez por todas, não pense, faça. E como diria um professor meu: "Zanetti, se pensar em fazer algo...BAM! ja fez"
E por mais interessante que possa parecer, agora já são passados 24 minutos da zero hora, os primeiros 24 minutos de um novo dia e me pergunto ao analisa-los, que não precisamos esperar acordar para achar que o dia começa somente quando o sol aparece. O dia já começou apesar de estar escuro e ser noite,mesmo assim eu repito em voz alta no meu quarto:
“MARAVILHA! UM DIA A MAIS! E TAMBEM UM DIA A MENOS!”
Cassiano Zanetti
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Falsas Esperanças
Falsas esperanças
O que deve ser pior: manter a esperança em algo e descobrir que ela não passava de uma ilusão? Ou manter a esperança de uma falsa esperança?
O futuro não passa de uma esperança em algo melhor, em uma mudança. Vemos, pensamos e imaginamos o futuro como algo novo, algo que possa nos trazer felicidade, esperança em algo.
Uma criança ao observar os adultos, ao assistir a filmes, noticiários, revistas, imagina como será quando crescer e raramente acaba tornando-se o que imaginava. Passou anos da sua vida tendo a esperança de se tornar o que queria ser, quando crescer. Ela manteve uma esperança em algo, uma falsa esperança?
A garota cresce e torna-se mulher, sonhadora, apaixonada. Sempre imaginando o seu casamento, o príncipe encantado, o homem ideal. Casa com o oposto de tudo isso. Seu casamento é uma desgraca, uma tragédia, uma falsa esperança nutrida por anos?
Nutrimos desde pequenos, esperanças, algumas reais, outras falsas.
Mas o mais incrível é que são as falsas esperanças que nos trazem os maiores problemas, as maiores decepções, as maiores revoltas contra nós mesmos. O resultado dessas falsas esperanças são doenças, depressões difíceis de serem curadas, brigas, conflitos, ansiedades, traumas...
Falsas esperanças seriam como um caminho escolhido erroneamente durante uma viagem e descobrir muito à frente de que a escolha feita há kilômetros atrás foi a errada e de que o caminho a ser tomado era simplesmente o oposto.
Falsas esperanças são inúmeras coisas. São inúmeras escolhas que como humanos, não conseguimos observar no momento exato, somente vivendo-as. São momentos vividos.
Somos vitimas de nossos próprios pensamentos, de nossas próprias falsidades imagináveis.
A única esperança que tenho hoje é de ter a inteligência e a capacidade de descobrir quais são as minhas falsas esperanças que me mantêm preso a algo irreal e impossível de ser realizado das que eu realmente poderia ter esperança de concretizar e mudar o rumo da minha vida e o meu futuro no presente.
Cassiano Zanetti
O que deve ser pior: manter a esperança em algo e descobrir que ela não passava de uma ilusão? Ou manter a esperança de uma falsa esperança?
O futuro não passa de uma esperança em algo melhor, em uma mudança. Vemos, pensamos e imaginamos o futuro como algo novo, algo que possa nos trazer felicidade, esperança em algo.
Uma criança ao observar os adultos, ao assistir a filmes, noticiários, revistas, imagina como será quando crescer e raramente acaba tornando-se o que imaginava. Passou anos da sua vida tendo a esperança de se tornar o que queria ser, quando crescer. Ela manteve uma esperança em algo, uma falsa esperança?
A garota cresce e torna-se mulher, sonhadora, apaixonada. Sempre imaginando o seu casamento, o príncipe encantado, o homem ideal. Casa com o oposto de tudo isso. Seu casamento é uma desgraca, uma tragédia, uma falsa esperança nutrida por anos?
Nutrimos desde pequenos, esperanças, algumas reais, outras falsas.
Mas o mais incrível é que são as falsas esperanças que nos trazem os maiores problemas, as maiores decepções, as maiores revoltas contra nós mesmos. O resultado dessas falsas esperanças são doenças, depressões difíceis de serem curadas, brigas, conflitos, ansiedades, traumas...
Falsas esperanças seriam como um caminho escolhido erroneamente durante uma viagem e descobrir muito à frente de que a escolha feita há kilômetros atrás foi a errada e de que o caminho a ser tomado era simplesmente o oposto.
Falsas esperanças são inúmeras coisas. São inúmeras escolhas que como humanos, não conseguimos observar no momento exato, somente vivendo-as. São momentos vividos.
Somos vitimas de nossos próprios pensamentos, de nossas próprias falsidades imagináveis.
A única esperança que tenho hoje é de ter a inteligência e a capacidade de descobrir quais são as minhas falsas esperanças que me mantêm preso a algo irreal e impossível de ser realizado das que eu realmente poderia ter esperança de concretizar e mudar o rumo da minha vida e o meu futuro no presente.
Cassiano Zanetti
sábado, 25 de julho de 2009
segunda-feira, 20 de julho de 2009
ride pagliaccio
Como diria Pavarotti nessa linda ópera: "ri palhaço"
http://www.youtube.com/watch?v=Ky271W94VHA
é simplesmente incrível o que o ser humano pode fazer.
E é mais incrivel ainda o quantoo proprio ser humano limita sua propria evolucao com sues proprios pensamentos e atitudes em comunidade e em sociedade.
Simplesmente, o que nos resta fazer é:
Rir, Palhaço.
http://www.youtube.com/watch?v=Ky271W94VHA
é simplesmente incrível o que o ser humano pode fazer.
E é mais incrivel ainda o quantoo proprio ser humano limita sua propria evolucao com sues proprios pensamentos e atitudes em comunidade e em sociedade.
Simplesmente, o que nos resta fazer é:
Rir, Palhaço.
quarta-feira, 3 de junho de 2009
AF 447- Também preciso de ajuda!
AF 447 – Socorro! Socorro! Também estou perdido e preciso de ajuda!
Nos últimos dias fomos bombardeados com a noticia do desaparecimento na costa brasileira de um avião da Air France que decolara do Rio com destino a Paris. Crise? Dollar caindo? Cpis? Isso fica pra depois.
O que me pergunto e me deixa indignado, frustrado e descrente da raça humana, é o tamanho da mobilização para se encontrar os destroços do avião, nesse caso, encontrar os destroços é mais importante do que encontrar sobreviventes, pois há a necessidade de descobrir o motivo que derrubou o avião e evitar novas tragédias como essa salvando outras vidas. Eu torcia para que o avião fosse seqüestrado e estivesse em algum país escondido à espera de um primeiro contato e todos os passageiros e tripulantes vivos.
O mundo todo se mobilizou em ajudar, enviando tropas, navios, submarinos, missas na Notre Dame, encontros de líderes, etc...e me pergunto: qual o custo disso tudo? Quem esta pagando a conta? Como um acidente desses consegue mobilizar tantas pessoas importantes e influentes no mundo tão rapidamente?
O que frustra, o que deprime, o que deixa perplexo, é que a cada segundo, milhares e milhares de crianças morrem de fome no planeta, e onde esta a mobilização? Onde estão os helicópteros levando ajuda e auxilio? Onde estão os líderes mundiais para tentar resolver tal situação? Cada criança morta é uma esperança a menos de mudança no mundo!
Onde esta a mobilização para acabar com o vírus da Aids, malaria, e outras doenças que dizimam populações nos paises de terceiro mundo? Onde estão novamente os helicópteros, os navios, os governantes para distribuir remédios e vacinas que ajudem a se não extinguir, pelo menos eliminar grande parte do problema da saúde mundial?
Com todo o respeito às vitimas e seus familiares, o único grito que escuto em minha mente hoje é de uma criança desnutrida dizendo: “AF447-Socorro! Socorro! Também estou perdido precisando de ajuda”
Nos últimos dias fomos bombardeados com a noticia do desaparecimento na costa brasileira de um avião da Air France que decolara do Rio com destino a Paris. Crise? Dollar caindo? Cpis? Isso fica pra depois.
O que me pergunto e me deixa indignado, frustrado e descrente da raça humana, é o tamanho da mobilização para se encontrar os destroços do avião, nesse caso, encontrar os destroços é mais importante do que encontrar sobreviventes, pois há a necessidade de descobrir o motivo que derrubou o avião e evitar novas tragédias como essa salvando outras vidas. Eu torcia para que o avião fosse seqüestrado e estivesse em algum país escondido à espera de um primeiro contato e todos os passageiros e tripulantes vivos.
O mundo todo se mobilizou em ajudar, enviando tropas, navios, submarinos, missas na Notre Dame, encontros de líderes, etc...e me pergunto: qual o custo disso tudo? Quem esta pagando a conta? Como um acidente desses consegue mobilizar tantas pessoas importantes e influentes no mundo tão rapidamente?
O que frustra, o que deprime, o que deixa perplexo, é que a cada segundo, milhares e milhares de crianças morrem de fome no planeta, e onde esta a mobilização? Onde estão os helicópteros levando ajuda e auxilio? Onde estão os líderes mundiais para tentar resolver tal situação? Cada criança morta é uma esperança a menos de mudança no mundo!
Onde esta a mobilização para acabar com o vírus da Aids, malaria, e outras doenças que dizimam populações nos paises de terceiro mundo? Onde estão novamente os helicópteros, os navios, os governantes para distribuir remédios e vacinas que ajudem a se não extinguir, pelo menos eliminar grande parte do problema da saúde mundial?
Com todo o respeito às vitimas e seus familiares, o único grito que escuto em minha mente hoje é de uma criança desnutrida dizendo: “AF447-Socorro! Socorro! Também estou perdido precisando de ajuda”
terça-feira, 2 de junho de 2009
Bem passado...mal passado
Bem passado...mal passado
No inicio dos tempos, em um local extremamente distante de tudo que se conhece, um pequeno grão de areia coberto por uma finíssima camada de gás e aquecido por outro grão de areia brilhante, surgiu em um canto do enorme espaço de uma sala ainda maior, escura e fria. Um local nada especial e que seria de grande utilidade para os criadores do universo testarem alguns de seus inventos.
Um tempo, há muitos e muitos milênios, quando todos os animais, incluindo o que viria a ser o ser humano de hoje, famoso Homo Sapiens, compartilhavam de mesma forma de comunicação e de mesmos recursos limitados e alguns totalmente recicláveis.
Tudo fluía harmonicamente, e o acordo entre as espécies era de que se precisasse matar um membro de outra espécie para se manter vivo e evoluir, voluntários prontificariam-se ao sacrifício em prol de uma causa maior. Os mais velhos, as crianças e as mulheres eram sempre excluídos dessa difícil tarefa por razões óbvias e para garantir a propagação das demais espécies.
Os animais abatidos eram sabiamente divididos entre os pertencentes dos grupos, tudo era aproveitado ao seu extremo. Homenagens aos bravos animais sacrificados eram freqüentes e os familiares sempre confortados e ajudados pela ausência do seu honrado membro extinto. Como tudo era uma eterna renovação, a crença era de que um dia, o animal abatido voltaria a fazer parte do seu bando, trazendo mais sabedoria para a espécie.
O tempo foi passando, décadas, milênios, bilênios, até o surgimento do Homo Sapiens. Quando os primeiros homo sapiens apareceram na Terra, todos os outros animais começaram a se preocupar. A mensagem de seus criadores era simples: “Crescei e multiplicai-vos. Cuidem do que receberam com respeito e admiração mutua e dessa forma serão eternos”
O novo ser, era de certa forma agressivo e altamente competitivo e não entendeu corretamente a sua missão naquele pequeno flutuante grão de areia envolto por uma fina camada de gás e aquecido por outro grão de areia brilhante. Irriquieto, tornou-se nômade, começou a se propagar pela superfície do planeta sem se importar com os demais, afinal de contas, o seu surgimento era uma incógnita e o seu fim como individuo também de certa forma era um total mistério. Como possuía a capacidade de ficar ereto sobre suas pernas, podia ter uma visão mais ampliada do seu terreno, como suas mãos começaram a ter mais forca, e o seu polegar os deu a capacidade de manusear com destreza diversas ferramentas, começou a usar dessas vantagens para tirar proveito dos demais animais e dos recursos existentes.
Começou a matar não somente para satisfazer as necessidades básicas de todos os seus semelhantes e dos demais ao seu redor, mas começou a matar por prazer, para aliviar uma tensão irracional que surgia sem maior explicação, começou a aprisionar diversos animais para seu entretenimento e para seu suprimento de comida. Criou sua própria linguagem para diferenciar-se dos demais, assim teria uma diferença competitiva importante, pois com uma linguagem diferente, poderia facilmente confundi-los e mais facilmente capturá-los. Como sua vantagem entre os demais era enorme, evoluiu rapidamente.
Outros animais começaram a ver no Homo Sapiens, algo terrível e fora do controle. Comecara então uma desordenada correria global, os animais estavam assustados, e começaram a ficar ainda mais assustado quando outros animais começaram a ver no Homo Sapiens, algo que também poderiam começar a fazer com outras espécies mais “fracas”, criando sua própria linguagem, suas próprias ferramentas de caça, mudanças em seus corpos começaram a aparecer, e assim começou o caos.
Cada animal, cada raça e espécie, criaram seu próprio modo de comunicação, para fugir ou para aprisionar, para avisar seus semelhantes da chegada ou não de ameaça de outras espécies. As raças que permaneceram próximas ao Homo Sapiens e que de certa forma conseguiram cativar a confiança dos mesmos, foram as que foram poupadas do seu extermínio e não precisaram evoluir tanto, mas o preço foi uma alta subordinação. Mas antes uma subordinação do que a extinção, esse era o lema de algumas espécies. “Se não pode com eles, aliem-se”.
Mas o pior ainda estava por vir. O Homo Sapiens começou a matar integrantes de sua própria espécie. Por motivos mais banais e sem explicação. A mesma corrida global do inicio começou a surgir entre os Homo Sapiens. Vários grupos começaram a fugir, refugiar-se com medo dos mais agressivos, e de mesma forma que os animais tiveram que criar sua própria linguagem para escapar e sobreviver, os Homo Sapiens começaram a fazer o mesmo, criando sua própria linguagem, diversas línguas dentro da mesma espécie. Com isso, divisões territoriais no planeta começaram a surgir. Uma nova ordem global começou a ser planejada para pelo menos controlar o poder entre os Homo sapiens e suas divisões territoriais.
A regra ficou mais clara quando o acordo ficou somente em escravizar e matar as outras espécies para sua sobrevivência e satisfação, tornando assim os Homo sapiens uma verdadeira máquina de destruição em massa.
Muitos e muitos anos, milênios se passaram até os dias de hoje em que olhamos os animais e pensamos: será que essas criaturas maravilhosas, agem somente por instinto? São autômatos reagindo ao seu ambiente? Será que eles possuem sentimentos? Será que eles possuem consciência? Muitos ainda se perguntam: “Olho para meus cachorrinhos em casa, e eles me parecem tão frágeis e sinceros em suas expressões, parecem que estão falando comigo! Que me amam! Que sentem minha falta!”
Mas ainda a pergunta mais freqüente e que mais se escuta é: “como gostaria do seu bife senhor? Bem passado ou mal passado?”
No inicio dos tempos, em um local extremamente distante de tudo que se conhece, um pequeno grão de areia coberto por uma finíssima camada de gás e aquecido por outro grão de areia brilhante, surgiu em um canto do enorme espaço de uma sala ainda maior, escura e fria. Um local nada especial e que seria de grande utilidade para os criadores do universo testarem alguns de seus inventos.
Um tempo, há muitos e muitos milênios, quando todos os animais, incluindo o que viria a ser o ser humano de hoje, famoso Homo Sapiens, compartilhavam de mesma forma de comunicação e de mesmos recursos limitados e alguns totalmente recicláveis.
Tudo fluía harmonicamente, e o acordo entre as espécies era de que se precisasse matar um membro de outra espécie para se manter vivo e evoluir, voluntários prontificariam-se ao sacrifício em prol de uma causa maior. Os mais velhos, as crianças e as mulheres eram sempre excluídos dessa difícil tarefa por razões óbvias e para garantir a propagação das demais espécies.
Os animais abatidos eram sabiamente divididos entre os pertencentes dos grupos, tudo era aproveitado ao seu extremo. Homenagens aos bravos animais sacrificados eram freqüentes e os familiares sempre confortados e ajudados pela ausência do seu honrado membro extinto. Como tudo era uma eterna renovação, a crença era de que um dia, o animal abatido voltaria a fazer parte do seu bando, trazendo mais sabedoria para a espécie.
O tempo foi passando, décadas, milênios, bilênios, até o surgimento do Homo Sapiens. Quando os primeiros homo sapiens apareceram na Terra, todos os outros animais começaram a se preocupar. A mensagem de seus criadores era simples: “Crescei e multiplicai-vos. Cuidem do que receberam com respeito e admiração mutua e dessa forma serão eternos”
O novo ser, era de certa forma agressivo e altamente competitivo e não entendeu corretamente a sua missão naquele pequeno flutuante grão de areia envolto por uma fina camada de gás e aquecido por outro grão de areia brilhante. Irriquieto, tornou-se nômade, começou a se propagar pela superfície do planeta sem se importar com os demais, afinal de contas, o seu surgimento era uma incógnita e o seu fim como individuo também de certa forma era um total mistério. Como possuía a capacidade de ficar ereto sobre suas pernas, podia ter uma visão mais ampliada do seu terreno, como suas mãos começaram a ter mais forca, e o seu polegar os deu a capacidade de manusear com destreza diversas ferramentas, começou a usar dessas vantagens para tirar proveito dos demais animais e dos recursos existentes.
Começou a matar não somente para satisfazer as necessidades básicas de todos os seus semelhantes e dos demais ao seu redor, mas começou a matar por prazer, para aliviar uma tensão irracional que surgia sem maior explicação, começou a aprisionar diversos animais para seu entretenimento e para seu suprimento de comida. Criou sua própria linguagem para diferenciar-se dos demais, assim teria uma diferença competitiva importante, pois com uma linguagem diferente, poderia facilmente confundi-los e mais facilmente capturá-los. Como sua vantagem entre os demais era enorme, evoluiu rapidamente.
Outros animais começaram a ver no Homo Sapiens, algo terrível e fora do controle. Comecara então uma desordenada correria global, os animais estavam assustados, e começaram a ficar ainda mais assustado quando outros animais começaram a ver no Homo Sapiens, algo que também poderiam começar a fazer com outras espécies mais “fracas”, criando sua própria linguagem, suas próprias ferramentas de caça, mudanças em seus corpos começaram a aparecer, e assim começou o caos.
Cada animal, cada raça e espécie, criaram seu próprio modo de comunicação, para fugir ou para aprisionar, para avisar seus semelhantes da chegada ou não de ameaça de outras espécies. As raças que permaneceram próximas ao Homo Sapiens e que de certa forma conseguiram cativar a confiança dos mesmos, foram as que foram poupadas do seu extermínio e não precisaram evoluir tanto, mas o preço foi uma alta subordinação. Mas antes uma subordinação do que a extinção, esse era o lema de algumas espécies. “Se não pode com eles, aliem-se”.
Mas o pior ainda estava por vir. O Homo Sapiens começou a matar integrantes de sua própria espécie. Por motivos mais banais e sem explicação. A mesma corrida global do inicio começou a surgir entre os Homo Sapiens. Vários grupos começaram a fugir, refugiar-se com medo dos mais agressivos, e de mesma forma que os animais tiveram que criar sua própria linguagem para escapar e sobreviver, os Homo Sapiens começaram a fazer o mesmo, criando sua própria linguagem, diversas línguas dentro da mesma espécie. Com isso, divisões territoriais no planeta começaram a surgir. Uma nova ordem global começou a ser planejada para pelo menos controlar o poder entre os Homo sapiens e suas divisões territoriais.
A regra ficou mais clara quando o acordo ficou somente em escravizar e matar as outras espécies para sua sobrevivência e satisfação, tornando assim os Homo sapiens uma verdadeira máquina de destruição em massa.
Muitos e muitos anos, milênios se passaram até os dias de hoje em que olhamos os animais e pensamos: será que essas criaturas maravilhosas, agem somente por instinto? São autômatos reagindo ao seu ambiente? Será que eles possuem sentimentos? Será que eles possuem consciência? Muitos ainda se perguntam: “Olho para meus cachorrinhos em casa, e eles me parecem tão frágeis e sinceros em suas expressões, parecem que estão falando comigo! Que me amam! Que sentem minha falta!”
Mas ainda a pergunta mais freqüente e que mais se escuta é: “como gostaria do seu bife senhor? Bem passado ou mal passado?”
terça-feira, 24 de março de 2009
inove?ouse?
Inove, ouse, empreenda! Fácil falar. Por isso que todo mundo fala.
O que é inovar? O que é ousar? O que é empreender?
Ninguém nos ensina a realmente inovar, empreender. Nosso terreno não é fértil o suficiente para esse tipo de atitude. Será que não? Ou será que nossas mentes não são terrenos férteis? Ou será que nos ensinaram a deixar nossas mentes assim? Tudo fica muito no superficial. E como nada facilita esse tipo de atitude, não somos encorajados desde pequenos a agir dessa maneira. Nas escolas o que nos ensinam é a ser empregado, ter um futuro garantido com um emprego fixo. Passamos durante mais de uma década obrigados a aprender coisas que nunca mais utilizaremos. Talvez para ocupar nosso tempo e nos tirar de casa... será? Depois de um certo tempo, temos que escolher nossa futura profissão...tem gente que passa a vida toda sem saber o que realmente quer! E que na verdade, desde criança já se sabia o que queria e não pode fazer! Porque?
Logo depois, durante toda a faculdade, mbas, pdas, nbas, e todo tipo de siglas e combinações, novamente a idéia de que sem elas a gente não conseguirá a tão sonhada promoção ou upgrade profissional ou até mesmo aquela segurança de algo duradouro que pague nossos financiamentos de carro, casa, filhos, etc.
Mas o que é um emprego fixo? O que na verdade está fixo nessa Terra? Nesse Planeta? TUDO VIBRA! Como pode haver algo que seja fixo? Na Natureza não há nada fixo. Tudo se move, se transforma. O que é fixo... quebra! E porque não nos ensinam que um emprego fixo é a mesma coisa que um palanque enterrado no banhado seco temendo uma tempestade? Porque que as professoras e especialmente nossos pais, não nos ensinam a inovar, a ser diferente de verdade e não somente na propaganda? Incentivando nossas “loucuras”, nossas danças, nossas pinturas e esculturas? Ou até mesmo nossos atos de rebeldia, bombas, foguetes? Mostrando para nós a fragilidade de um sistema que está em evolução constante e eternamente mutável e instável?
Essa crise é uma ótima oportunidade para revermos essas coisas, esses conceitos. Falar é muito fácil. Todos falam em inovação, 200inove...e por ai vai a criatividade nas propagandas e painéis pelas cidades. Quem encoraja isso, de verdade? Palestras e mais palestras, cursos preparatórios de empresários... isso deveria ser feito quando éramos crianças! Criança nasce com a idéia do que irá ser quando crescer, e durante o caminho, essa idéia é retirada da sua mente criativa e substituída por padrões, rótulos, moldagens externas e comportamentos que nossos pais e nossa sociedade impõem a nós como o certo, o correto, o fixo e garantido.
Eu fico triste de ver isso acontecer. E fico triste ao perceber quantas pessoas estão presas ao sistema do palanque no banhado, com medo de garoa. E é só acompanharmos o noticiário, dia a dia com essa crise mundial, milhares são dispensados. Famílias inteiras perdendo o trabalho, perdendo sua fonte de renda. E eu pergunto: onde esta a segurança? Onde ela nunca deixou de estar. Em nossas mentes assustadas e confusas.
Na minha concepção de vida, segurança é uma atividade profissional. Ou sistemas que evitem problemas como cadeados, travas, portas, isso é segurança. Na vida, não temos nada disso! Segurança é algo tão frágil, tão delicado. Nossos corpos são exemplos disso. E nós damos mais valor para algo externo do que para nós mesmos!
A segurança que temos, é criar nossas próprias vidas, nossos próprios “empregos”, nossos próprios destinos, sem por a culpa disso tudo em divindades e crenças, que nos permitem dizer para aliviar nosso sofrimento: “foi para o melhor que isso aconteceu” ou coisas desse tipo.
Eu só tenho a agradecer ao meu pai, que na época da escola já me dizia: “não Deixe a escola atrapalhar seus estudos”. E eu levei isso na prática. Mas para não perder o costume ou um pouco da sociedade em nele enraizado, me dava bronca quando eu reprovava ou viajava demais em períodos de aula.
Cassiano M. Zanetti
O que é inovar? O que é ousar? O que é empreender?
Ninguém nos ensina a realmente inovar, empreender. Nosso terreno não é fértil o suficiente para esse tipo de atitude. Será que não? Ou será que nossas mentes não são terrenos férteis? Ou será que nos ensinaram a deixar nossas mentes assim? Tudo fica muito no superficial. E como nada facilita esse tipo de atitude, não somos encorajados desde pequenos a agir dessa maneira. Nas escolas o que nos ensinam é a ser empregado, ter um futuro garantido com um emprego fixo. Passamos durante mais de uma década obrigados a aprender coisas que nunca mais utilizaremos. Talvez para ocupar nosso tempo e nos tirar de casa... será? Depois de um certo tempo, temos que escolher nossa futura profissão...tem gente que passa a vida toda sem saber o que realmente quer! E que na verdade, desde criança já se sabia o que queria e não pode fazer! Porque?
Logo depois, durante toda a faculdade, mbas, pdas, nbas, e todo tipo de siglas e combinações, novamente a idéia de que sem elas a gente não conseguirá a tão sonhada promoção ou upgrade profissional ou até mesmo aquela segurança de algo duradouro que pague nossos financiamentos de carro, casa, filhos, etc.
Mas o que é um emprego fixo? O que na verdade está fixo nessa Terra? Nesse Planeta? TUDO VIBRA! Como pode haver algo que seja fixo? Na Natureza não há nada fixo. Tudo se move, se transforma. O que é fixo... quebra! E porque não nos ensinam que um emprego fixo é a mesma coisa que um palanque enterrado no banhado seco temendo uma tempestade? Porque que as professoras e especialmente nossos pais, não nos ensinam a inovar, a ser diferente de verdade e não somente na propaganda? Incentivando nossas “loucuras”, nossas danças, nossas pinturas e esculturas? Ou até mesmo nossos atos de rebeldia, bombas, foguetes? Mostrando para nós a fragilidade de um sistema que está em evolução constante e eternamente mutável e instável?
Essa crise é uma ótima oportunidade para revermos essas coisas, esses conceitos. Falar é muito fácil. Todos falam em inovação, 200inove...e por ai vai a criatividade nas propagandas e painéis pelas cidades. Quem encoraja isso, de verdade? Palestras e mais palestras, cursos preparatórios de empresários... isso deveria ser feito quando éramos crianças! Criança nasce com a idéia do que irá ser quando crescer, e durante o caminho, essa idéia é retirada da sua mente criativa e substituída por padrões, rótulos, moldagens externas e comportamentos que nossos pais e nossa sociedade impõem a nós como o certo, o correto, o fixo e garantido.
Eu fico triste de ver isso acontecer. E fico triste ao perceber quantas pessoas estão presas ao sistema do palanque no banhado, com medo de garoa. E é só acompanharmos o noticiário, dia a dia com essa crise mundial, milhares são dispensados. Famílias inteiras perdendo o trabalho, perdendo sua fonte de renda. E eu pergunto: onde esta a segurança? Onde ela nunca deixou de estar. Em nossas mentes assustadas e confusas.
Na minha concepção de vida, segurança é uma atividade profissional. Ou sistemas que evitem problemas como cadeados, travas, portas, isso é segurança. Na vida, não temos nada disso! Segurança é algo tão frágil, tão delicado. Nossos corpos são exemplos disso. E nós damos mais valor para algo externo do que para nós mesmos!
A segurança que temos, é criar nossas próprias vidas, nossos próprios “empregos”, nossos próprios destinos, sem por a culpa disso tudo em divindades e crenças, que nos permitem dizer para aliviar nosso sofrimento: “foi para o melhor que isso aconteceu” ou coisas desse tipo.
Eu só tenho a agradecer ao meu pai, que na época da escola já me dizia: “não Deixe a escola atrapalhar seus estudos”. E eu levei isso na prática. Mas para não perder o costume ou um pouco da sociedade em nele enraizado, me dava bronca quando eu reprovava ou viajava demais em períodos de aula.
Cassiano M. Zanetti
quinta-feira, 19 de março de 2009
terça-feira, 10 de março de 2009
"não tenho tempo pra isso..."
Hoje fiquei impressionado com essa resposta que obtive...e isso me fez refletir e resolvi escrever um pequeno trecho do que penso ser o "nao tenho tempo pra isso..."
Se voce não tem tempo pra "isso"...tem tempo pra que? Onde voce gasta seu tempo? Será que esta gastando de maneira consciente ou inconsciente? Racional, irracional ou instintivo? Ou será que voce gasta seu tempo da mesma maneira como gasta seus créditos no celular ou como a conta pós pago absurda todo mes? Ou será que gasta da mesma maneira como bebe ou fuma ou mantém velhos hábitos e vícios?
Já parou pra pensar como as pequenas coisas da vida, coisas do dia a dia, se somadas gastam boa parte do tempo que voce (diz que nao tem) poderia utilizar de outra maneira? que tal se essa maneira fosse uma forma de expressão ou arte, literatura, poesia, dança, cuidados com o corpo e mente? O meu pai sempre me disse que o Diabo mora nos detalhes. Eu começo a pensar que ele não só mora como tem a maior cobertura de todas...e Deus, no céu, no "topo", "comanda" tudo...
Se voce não tem tempo pra "isso"...tem tempo pra que? Onde voce gasta seu tempo? Será que esta gastando de maneira consciente ou inconsciente? Racional, irracional ou instintivo? Ou será que voce gasta seu tempo da mesma maneira como gasta seus créditos no celular ou como a conta pós pago absurda todo mes? Ou será que gasta da mesma maneira como bebe ou fuma ou mantém velhos hábitos e vícios?
Já parou pra pensar como as pequenas coisas da vida, coisas do dia a dia, se somadas gastam boa parte do tempo que voce (diz que nao tem) poderia utilizar de outra maneira? que tal se essa maneira fosse uma forma de expressão ou arte, literatura, poesia, dança, cuidados com o corpo e mente? O meu pai sempre me disse que o Diabo mora nos detalhes. Eu começo a pensar que ele não só mora como tem a maior cobertura de todas...e Deus, no céu, no "topo", "comanda" tudo...
domingo, 1 de março de 2009
To remind that we are mortal
"within the holy crown
that rounds the mortal temples of the king
keeps death his watch."
And there
the anteek says
scoffing at his state
and gruning at his pumps...
...allowing him
a little time to monarquize
be feared and killed with looks:
and then, at last comes death
and with a pin ball
thorught his castle walls...
and fairwell king"
that rounds the mortal temples of the king
keeps death his watch."
And there
the anteek says
scoffing at his state
and gruning at his pumps...
...allowing him
a little time to monarquize
be feared and killed with looks:
and then, at last comes death
and with a pin ball
thorught his castle walls...
and fairwell king"
sábado, 28 de fevereiro de 2009
Percy Shelley
"The one remains, the many change and pass;
Heaven's light forever shines,
Earth's shadows fly;
Life, like a dome of many-coloured glass,
Stains the white radiance of Eternity."
Percy Bysshe Shelley
Heaven's light forever shines,
Earth's shadows fly;
Life, like a dome of many-coloured glass,
Stains the white radiance of Eternity."
Percy Bysshe Shelley
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
Desistir? Ou ir em frente?
Desistir nunca foi tão fácil e assustador.
Sábado, março de 2001
Era um sábado a tarde, a vista do meu quarto era para o Champagnat (bairro em Curitiba onde eu morei), o céu estava limpo, azulado, lindo! eram quase 18 horas e o sol estava se pondo.
O clima estava perfeito, Pink floyd tocava no meu cd player a musica TAke it BAck, temperatura agradável la fora, os carros e as pessoas passavam na rua que eu conseguia enchergar, meus amigos deveriam estar em algum lugar interessante, vivendo suas vidas, alegres, felizes e saudáveis, um daqueles sábados perfeitos para se viver plenamente.
Eu, em pé, parado na porta do banheiro segurando o porta-soro com remédios que me mantinham vivo, conectado ao meu peito por um cateter, olhando e sentindo tudo aquilo la fora, voltando da primeiro etapa de coleta de células tronco, com pneumonia, com os braços destruídos e doloridos pelas agulhas que ficaram coletando e filtrando meu sangue por mais de 4 horas deitado na maca sem poder move-los, careca e totalmente debilitado pela situação, sozinho pois minha mãe e meu irmão mais velho acabam de ir embora. A sensação era como se eu tivesse de recuperação em todas as matérias na terceira serie e todos os meus amigos passaram por media no terceiro bimestre!
A porta do quarto estava trancada, era somente eu no meu quarto no momento mais delicado e assustador da minha vida.
Foi a hora de maior fraqueza e desespero mas também a de maior forca mental e espiritual que eu pude experimentar.
Morrer estava a apenas alguns passos dali, pois era somente deitar na cama e falar para o medico que eu não agüentava mais ficar naquela situação. Chega, acabou. Não agüento mais. Esse não agüento mais, não e tão simples assim, não e como estar farto de algo e dizer que não quer mais, era da minha vida que eu lutei tanto por mais de 4 meses para chegar ali, metade do tratamento percorrido, destruindo e reconstruindo meu corpo a cada internação! Não foi fácil chegar ate aquele sábado. E desistir era a única saída visível naquela hora pois toda aquela situação não era mais concebível em minha mente, todo aquele sofrimento, enquanto la fora tudo estava lindo e perfeito. E eu ali, em pé, sozinho e acabado.
O que me assustou profundamente, foi o fato de que era somente deitar e acabou. Era uma decisão simples e a vontade de tomar essa decisão era muito mais forte do que eu naquela hora. Foi realmente assustador e me apavorava a idéia de como era fácil tomar essa decisão. Como eu estava a mercê desse pensamento e dessa atitude. Desistir era e seria muito fácil, mas muito mesmo.
Estar na porta do banheiro, olhando para a cama, e olhando para o espelho, foi como estar em uma encruzilhada. Um seria o caminho mais fácil, deitar e morrer. O outro, era o de superação, de luta, de mais sofrimento mas com uma recompensa muito maior.
Encarar o problema de frente e seguir com uma meta, sair de la o mais rápido possível e curado.
Foi nessa hora que pude conversar comigo me olhando no espelho. Desabafando tudo que sentia, tudo que pensava, toda a situação, a vontade de morrer e desistir. Foi como falar para outra pessoa, talvez com a minha própria mente e espírito. E eles falaram comigo. Deram a energia necessária para seguir em frente, a coragem que eu precisava para lutar pela minha vida, pelos anos que eu já tinha vivido e pelos muito mais a frente.
“Desistir? Fácil, moleza. Ande ate la e acabou, chega de sofrer. Viver? Difícil, duro, sofrido. Mas vale a pena! Pare de reclamar, concentre-se na sua saída, na sua salvação, na sua forca e garra! VOCE CONSEGUE! Valeu a pena cada dia da sua vida ate hoje, mesmo doente, e ira valer muito mais a pena depois que tudo isso passar! Os sábados nunca mais serão os mesmos, pois você viu o que ele representa pra você! LUTE! VIVA! FORCA! CORAGEM!”
Foram praticamente essas as palavras que eu “ouvi” dentro de mim, e foram essas palavras que me deram a forca e a coragem necessárias para lutar, para sair daquela fase. E foi com essa concentração que eu fiquei, que as próximas duas coletas de 4 horas cada, passaram como se fossem somente mais 4 horas preso a uma maquina. As agulhas? Não doíam nada. Meus braços? Eles curavam a picada rapidamente e eu não sentia nada no dia seguinte. Das três coletas, a primeira foi a pior e preocupou os médicos. A segunda e terceira, foram excelentes e eles se espantaram. Tudo esta preparado para a ultima internação e em poucos dias eu poderia ir embora para casa me recuperar e me preparar mentalmente para o que iria ocorrer em seguida.
Após a terceira coleta, voltando para meu quarto, sentei em meu sofá aliviado e foi então que meus dois braços começaram a doer, e muito. A concentração era tanta, que não permitiu que eu sofresse durante o processo, somente depois, quando relaxando, que pude realmente me desconcentrar, que as dores vieram. Mas foram dores de felicidade, por ter vencido mais uma etapa com sucesso. Por ter cumprido a missão. Era o final de mais uma maratona.
Em poucos dias sai do meu quarto, pronto para me recuperar novamente e me preparar.
A vida é feita de pequenos momentos. Somados, eles contam a nossa historia. Que poderá ser um Best seller ou simplesmente um pequeno livro vendido em brechós. De qualquer forma, serão historias de sucesso. Viver é o nosso maior sucesso. E viver feliz e saudável, podendo sair a tarde em um sábado de sol, curtir tudo o que a vida nos da é o maior presente que posso ter.
Obrigado minha mente por me dar forcas no meu momento de maior desespero e fraqueza.
Viva!
Cassiano Zanetti
Sábado, março de 2001
Era um sábado a tarde, a vista do meu quarto era para o Champagnat (bairro em Curitiba onde eu morei), o céu estava limpo, azulado, lindo! eram quase 18 horas e o sol estava se pondo.
O clima estava perfeito, Pink floyd tocava no meu cd player a musica TAke it BAck, temperatura agradável la fora, os carros e as pessoas passavam na rua que eu conseguia enchergar, meus amigos deveriam estar em algum lugar interessante, vivendo suas vidas, alegres, felizes e saudáveis, um daqueles sábados perfeitos para se viver plenamente.
Eu, em pé, parado na porta do banheiro segurando o porta-soro com remédios que me mantinham vivo, conectado ao meu peito por um cateter, olhando e sentindo tudo aquilo la fora, voltando da primeiro etapa de coleta de células tronco, com pneumonia, com os braços destruídos e doloridos pelas agulhas que ficaram coletando e filtrando meu sangue por mais de 4 horas deitado na maca sem poder move-los, careca e totalmente debilitado pela situação, sozinho pois minha mãe e meu irmão mais velho acabam de ir embora. A sensação era como se eu tivesse de recuperação em todas as matérias na terceira serie e todos os meus amigos passaram por media no terceiro bimestre!
A porta do quarto estava trancada, era somente eu no meu quarto no momento mais delicado e assustador da minha vida.
Foi a hora de maior fraqueza e desespero mas também a de maior forca mental e espiritual que eu pude experimentar.
Morrer estava a apenas alguns passos dali, pois era somente deitar na cama e falar para o medico que eu não agüentava mais ficar naquela situação. Chega, acabou. Não agüento mais. Esse não agüento mais, não e tão simples assim, não e como estar farto de algo e dizer que não quer mais, era da minha vida que eu lutei tanto por mais de 4 meses para chegar ali, metade do tratamento percorrido, destruindo e reconstruindo meu corpo a cada internação! Não foi fácil chegar ate aquele sábado. E desistir era a única saída visível naquela hora pois toda aquela situação não era mais concebível em minha mente, todo aquele sofrimento, enquanto la fora tudo estava lindo e perfeito. E eu ali, em pé, sozinho e acabado.
O que me assustou profundamente, foi o fato de que era somente deitar e acabou. Era uma decisão simples e a vontade de tomar essa decisão era muito mais forte do que eu naquela hora. Foi realmente assustador e me apavorava a idéia de como era fácil tomar essa decisão. Como eu estava a mercê desse pensamento e dessa atitude. Desistir era e seria muito fácil, mas muito mesmo.
Estar na porta do banheiro, olhando para a cama, e olhando para o espelho, foi como estar em uma encruzilhada. Um seria o caminho mais fácil, deitar e morrer. O outro, era o de superação, de luta, de mais sofrimento mas com uma recompensa muito maior.
Encarar o problema de frente e seguir com uma meta, sair de la o mais rápido possível e curado.
Foi nessa hora que pude conversar comigo me olhando no espelho. Desabafando tudo que sentia, tudo que pensava, toda a situação, a vontade de morrer e desistir. Foi como falar para outra pessoa, talvez com a minha própria mente e espírito. E eles falaram comigo. Deram a energia necessária para seguir em frente, a coragem que eu precisava para lutar pela minha vida, pelos anos que eu já tinha vivido e pelos muito mais a frente.
“Desistir? Fácil, moleza. Ande ate la e acabou, chega de sofrer. Viver? Difícil, duro, sofrido. Mas vale a pena! Pare de reclamar, concentre-se na sua saída, na sua salvação, na sua forca e garra! VOCE CONSEGUE! Valeu a pena cada dia da sua vida ate hoje, mesmo doente, e ira valer muito mais a pena depois que tudo isso passar! Os sábados nunca mais serão os mesmos, pois você viu o que ele representa pra você! LUTE! VIVA! FORCA! CORAGEM!”
Foram praticamente essas as palavras que eu “ouvi” dentro de mim, e foram essas palavras que me deram a forca e a coragem necessárias para lutar, para sair daquela fase. E foi com essa concentração que eu fiquei, que as próximas duas coletas de 4 horas cada, passaram como se fossem somente mais 4 horas preso a uma maquina. As agulhas? Não doíam nada. Meus braços? Eles curavam a picada rapidamente e eu não sentia nada no dia seguinte. Das três coletas, a primeira foi a pior e preocupou os médicos. A segunda e terceira, foram excelentes e eles se espantaram. Tudo esta preparado para a ultima internação e em poucos dias eu poderia ir embora para casa me recuperar e me preparar mentalmente para o que iria ocorrer em seguida.
Após a terceira coleta, voltando para meu quarto, sentei em meu sofá aliviado e foi então que meus dois braços começaram a doer, e muito. A concentração era tanta, que não permitiu que eu sofresse durante o processo, somente depois, quando relaxando, que pude realmente me desconcentrar, que as dores vieram. Mas foram dores de felicidade, por ter vencido mais uma etapa com sucesso. Por ter cumprido a missão. Era o final de mais uma maratona.
Em poucos dias sai do meu quarto, pronto para me recuperar novamente e me preparar.
A vida é feita de pequenos momentos. Somados, eles contam a nossa historia. Que poderá ser um Best seller ou simplesmente um pequeno livro vendido em brechós. De qualquer forma, serão historias de sucesso. Viver é o nosso maior sucesso. E viver feliz e saudável, podendo sair a tarde em um sábado de sol, curtir tudo o que a vida nos da é o maior presente que posso ter.
Obrigado minha mente por me dar forcas no meu momento de maior desespero e fraqueza.
Viva!
Cassiano Zanetti
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
O preço de ser humano
Nascemos sem pedir. Se pedimos, talvez não saibamos. O fato é que ser humano tem um preço a ser pago. Nascemos, nos divertimos quando crianças, corremos, pulamos, desafiamos o perigo a todo tempo ate que cairmos e nos machucar, pagando um preço pela diversão que tivemos, choramos até a dor passar e voltamos a correr, pular...
Crescemos, começamos a estudar, os dias já não são tão divertidos e a sensação que sexta feira após o almoço nos traz é enorme! Uma sensação de liberdade, de poder fazer o que quiser com a proximidade do final de semana, muitos planos, muita diversão, até chegar domingo à noite e a agonia ao ver o final do fantástico na televisão, pois ele nos lembra que segunda está chegando e voltar pra aula cedo...
Adolescentes, aprendemos o que é o amor, o que é amar, compartilhar sonhos com a garota ou o garoto amado, beijos, carícias, a primeira noite juntos, contato físico de muito êxtase e de repente, tudo isso se torna uma grande decepção, um grande sofrimento e agonia. A dor de perda da pessoa amada, e principalmente, das sensações vividas, a privação desses momentos é um sentimento terrível. Até um dia sem muita pretensão, encontrar um novo amor e completar todo o ciclo novamente, sendo feliz e pagando um preço por essa felicidade quando ele eventualmente acaba...
O amor ou o namoro evolui (?) para algo maior (?) e então o casamento chega. Anos de preparação, sonhos encantados de muitas garotas e garotos, uma realização enorme. Uma sensação de euforia e excitação. A entrada na igreja, o tão esperado sim dos noivos, a festa, a noite de núpcias, tudo lindo maravilhoso, até uma outra mulher ou um caso extra conjugal mostrar o altíssimo preço cobrado por toda essa felicidade... O tempo passa, novas relações acontecem, novos casamentos, e todo o ciclo se repete, sendo feliz e pagando um preço por essa felicidade quando ela eventualmente acaba...
Envelhecemos com a sabedoria de quem pagou o preço por diversas coisas, por diversas alegrias e tristezas. E todo o abuso ao corpo, à mente, durante anos bebendo na juventude, drogas, comidas em exagero na fase adulta, falta de exercícios, vida sedentária, entre outras coisas que deixamos de fazer sabendo que deveríamos mas não fazemos por preguiça ou da falsa ilusão da “segunda feira eu começo...”. Achamos que somos imortais durante todo esse tempo, e esse pensamento também tem um alto preço a ser cobrado, e doenças que antigamente não tinham cura, hoje mesmo sendo “quase mortais” nos pegam nesse determinado período da vida para nos cobrar um preço por toda essa preguiça do passado e sentimento de culpa e de remorso por saber que se tivesse mudado pequenas coisas no passado nessa fase da vida estaria em melhores condições, uma saúde melhor. Recorremos aos médicos, aos espíritos, a religião e a toda crença que faça com que a realidade ou o preço cobrado por tudo isso não seja tão alto, podendo ser pago em pequenas prestações e que o saldo devedor possa ser eliminado voltando a ter uma vida saudável novamente.
Passar essa fase é como nascer novamente. Mas um nascer com muito mais sabedoria, pois já pagamos preços altíssimos por tudo que vivemos. Então voltamos a pular, correr, cair, machucar, estudar, amar, nos cuidar, comer coisas boas, beber coisas boas, viver uma vida no limite de toda felicidade, um dia de cada vez, um momento de cada vez, vivendo em plenitude, aceitando tudo que acontece, seja bom ou ruim, pois sabemos que a vida talvez possa ser uma só, sem direito a retorno, sem passagem de volta. E sabendo tudo isso, vivemos de bem com tudo e com todos. Pois sabemos do mais importante de tudo: o preço de ser humano.
Texto de Cassiano M. Zanetti
Crescemos, começamos a estudar, os dias já não são tão divertidos e a sensação que sexta feira após o almoço nos traz é enorme! Uma sensação de liberdade, de poder fazer o que quiser com a proximidade do final de semana, muitos planos, muita diversão, até chegar domingo à noite e a agonia ao ver o final do fantástico na televisão, pois ele nos lembra que segunda está chegando e voltar pra aula cedo...
Adolescentes, aprendemos o que é o amor, o que é amar, compartilhar sonhos com a garota ou o garoto amado, beijos, carícias, a primeira noite juntos, contato físico de muito êxtase e de repente, tudo isso se torna uma grande decepção, um grande sofrimento e agonia. A dor de perda da pessoa amada, e principalmente, das sensações vividas, a privação desses momentos é um sentimento terrível. Até um dia sem muita pretensão, encontrar um novo amor e completar todo o ciclo novamente, sendo feliz e pagando um preço por essa felicidade quando ele eventualmente acaba...
O amor ou o namoro evolui (?) para algo maior (?) e então o casamento chega. Anos de preparação, sonhos encantados de muitas garotas e garotos, uma realização enorme. Uma sensação de euforia e excitação. A entrada na igreja, o tão esperado sim dos noivos, a festa, a noite de núpcias, tudo lindo maravilhoso, até uma outra mulher ou um caso extra conjugal mostrar o altíssimo preço cobrado por toda essa felicidade... O tempo passa, novas relações acontecem, novos casamentos, e todo o ciclo se repete, sendo feliz e pagando um preço por essa felicidade quando ela eventualmente acaba...
Envelhecemos com a sabedoria de quem pagou o preço por diversas coisas, por diversas alegrias e tristezas. E todo o abuso ao corpo, à mente, durante anos bebendo na juventude, drogas, comidas em exagero na fase adulta, falta de exercícios, vida sedentária, entre outras coisas que deixamos de fazer sabendo que deveríamos mas não fazemos por preguiça ou da falsa ilusão da “segunda feira eu começo...”. Achamos que somos imortais durante todo esse tempo, e esse pensamento também tem um alto preço a ser cobrado, e doenças que antigamente não tinham cura, hoje mesmo sendo “quase mortais” nos pegam nesse determinado período da vida para nos cobrar um preço por toda essa preguiça do passado e sentimento de culpa e de remorso por saber que se tivesse mudado pequenas coisas no passado nessa fase da vida estaria em melhores condições, uma saúde melhor. Recorremos aos médicos, aos espíritos, a religião e a toda crença que faça com que a realidade ou o preço cobrado por tudo isso não seja tão alto, podendo ser pago em pequenas prestações e que o saldo devedor possa ser eliminado voltando a ter uma vida saudável novamente.
Passar essa fase é como nascer novamente. Mas um nascer com muito mais sabedoria, pois já pagamos preços altíssimos por tudo que vivemos. Então voltamos a pular, correr, cair, machucar, estudar, amar, nos cuidar, comer coisas boas, beber coisas boas, viver uma vida no limite de toda felicidade, um dia de cada vez, um momento de cada vez, vivendo em plenitude, aceitando tudo que acontece, seja bom ou ruim, pois sabemos que a vida talvez possa ser uma só, sem direito a retorno, sem passagem de volta. E sabendo tudo isso, vivemos de bem com tudo e com todos. Pois sabemos do mais importante de tudo: o preço de ser humano.
Texto de Cassiano M. Zanetti
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
"Jogou no lixo, vem outra e pega"
Toda criança adora pegar objetos em casa, desmontá-los e usando toda a criatividade que ainda não foi bloqueada por ninguém, monta brinquedos ou melhorara os que ele acredita que precisam de melhorias.
Esse garoto pegava de tudo. Relógios, brinquedos antigos, brinquedos novos, pedaços de madeira, palitos de sorvete, durex, fita crepe, cola rápida de contato, rodas de plástico, o que estivesse disponível ou não disponível ele pegava, quebrava, cortava, desmontava, criava, e divertia-se muito com isso.
O interessante é o ponto de vista de quem está de fora. Por exemplo, para sua mãe, ele estava destruindo tudo. Não adiantava dar brinquedo novo para ele que ele desmontava pra ver o que tinha dentro. Aos olhos do garoto, nada era destruído, apenas um processo de reconstrução e criação sem limites.
Na sua escola ele já era conhecido pelos desenhos que fazia, pelos objetos incríveis que levava para brincar e mostrar para os amigos. Todos gostavam e tentavam da sua maneira imitá-lo ou fazer algo diferente com os brinquedos que tinham em suas casas.
As criações começavam a ser incrementadas a partir do momento que pilhas e motores começavam a ser descobertos. Brincar no escuro com avião de plástico com luz à procura de aranhas escondidas na parede, bombardear castelos de playmobil e por fim, adicionar um motor com hélice no avião, tornando a brincadeira ainda mais excitante. Naquela época, nada disso existia. Nenhum brinquedo era interativo dessa maneira. Então, a solução era criar.
Certa vez, com a mistura de pilhas grandes enroladas com fita e na extremidade de todas elas um motor de barbeador com uma hélice que ganhava com um pirulito, ele criou um ventilador portátil para os dias de calor. Aquilo foi o Maximo! Admirado com a criação, decide levá-lo no próximo dia de aula. Seus amigos adoraram e todos queriam ver de perto tal brinquedo.
Na confusão de uma aula, crianças andando por todo canto e fazendo aquela algazarra toda, a professora coordenadora entra na sala para dar um recado e percebe que a situação estava fora de controle; aos seus olhos; e começa a gritar e colocar todas as crianças em suas carteiras. A ordem estava sendo reestabelecida.
Ao perceber que a professora coordenadora, grau máximo na escola e de admiração e respeito aos olhos de uma criança, o garoto todo empolgado com sua criação, resolve mostrar para aquela suposta pessoa de respeito a sua mais nova idéia.
“Professora! Professora! Olha o que eu fiz!” Sorri o garoto.
A professora pega aquele monte de pilhas presas com fita e simplesmente joga tudo no lixo sem ao menos ligar o motor, vira a cara e continua a gritar com todo mundo.
Seus amigos que estão por perto olham aquilo aterrorizado e correm para suas carteiras com medo do que poderia vir a acontecer depois daquilo.
O garoto olha pra professora, olha para o lixo, simplesmente pega a sua criação entre papéis amassados e embalagens de sorvete e vai se sentar.
Aquilo pode ter sido o fim da criatividade ilimitada que estava sendo despertada nos seus amigos. Muitos deles hoje poderiam ser pessoas diferentes, em cada área que eles estejam trabalhando. Poderiam arriscar mais, viver mais, ser mais feliz com o que fazem. Poderiam ter mudado o mundo com pequenas mudanças que eles pudessem ser capazes de criar.
Como também pode ter sido um grande aprendizado para todos. O de esperar a hora certa para mostrar algo para alguém, independente de quem seja. De que quando as pessoas estão bravas, não adianta querer mostrar ou falar algo. Espere o momento ideal para isso. Ou mesmo quando for o cenário ideal, e alguém jogar fora sua idéia, simplesmente faça como o avô dele uma vez falou:
“jogou no lixo, vem outra e pega.”
Talvez ele tenha tido uma professora dessas em seu currículo...
Esse garoto pegava de tudo. Relógios, brinquedos antigos, brinquedos novos, pedaços de madeira, palitos de sorvete, durex, fita crepe, cola rápida de contato, rodas de plástico, o que estivesse disponível ou não disponível ele pegava, quebrava, cortava, desmontava, criava, e divertia-se muito com isso.
O interessante é o ponto de vista de quem está de fora. Por exemplo, para sua mãe, ele estava destruindo tudo. Não adiantava dar brinquedo novo para ele que ele desmontava pra ver o que tinha dentro. Aos olhos do garoto, nada era destruído, apenas um processo de reconstrução e criação sem limites.
Na sua escola ele já era conhecido pelos desenhos que fazia, pelos objetos incríveis que levava para brincar e mostrar para os amigos. Todos gostavam e tentavam da sua maneira imitá-lo ou fazer algo diferente com os brinquedos que tinham em suas casas.
As criações começavam a ser incrementadas a partir do momento que pilhas e motores começavam a ser descobertos. Brincar no escuro com avião de plástico com luz à procura de aranhas escondidas na parede, bombardear castelos de playmobil e por fim, adicionar um motor com hélice no avião, tornando a brincadeira ainda mais excitante. Naquela época, nada disso existia. Nenhum brinquedo era interativo dessa maneira. Então, a solução era criar.
Certa vez, com a mistura de pilhas grandes enroladas com fita e na extremidade de todas elas um motor de barbeador com uma hélice que ganhava com um pirulito, ele criou um ventilador portátil para os dias de calor. Aquilo foi o Maximo! Admirado com a criação, decide levá-lo no próximo dia de aula. Seus amigos adoraram e todos queriam ver de perto tal brinquedo.
Na confusão de uma aula, crianças andando por todo canto e fazendo aquela algazarra toda, a professora coordenadora entra na sala para dar um recado e percebe que a situação estava fora de controle; aos seus olhos; e começa a gritar e colocar todas as crianças em suas carteiras. A ordem estava sendo reestabelecida.
Ao perceber que a professora coordenadora, grau máximo na escola e de admiração e respeito aos olhos de uma criança, o garoto todo empolgado com sua criação, resolve mostrar para aquela suposta pessoa de respeito a sua mais nova idéia.
“Professora! Professora! Olha o que eu fiz!” Sorri o garoto.
A professora pega aquele monte de pilhas presas com fita e simplesmente joga tudo no lixo sem ao menos ligar o motor, vira a cara e continua a gritar com todo mundo.
Seus amigos que estão por perto olham aquilo aterrorizado e correm para suas carteiras com medo do que poderia vir a acontecer depois daquilo.
O garoto olha pra professora, olha para o lixo, simplesmente pega a sua criação entre papéis amassados e embalagens de sorvete e vai se sentar.
Aquilo pode ter sido o fim da criatividade ilimitada que estava sendo despertada nos seus amigos. Muitos deles hoje poderiam ser pessoas diferentes, em cada área que eles estejam trabalhando. Poderiam arriscar mais, viver mais, ser mais feliz com o que fazem. Poderiam ter mudado o mundo com pequenas mudanças que eles pudessem ser capazes de criar.
Como também pode ter sido um grande aprendizado para todos. O de esperar a hora certa para mostrar algo para alguém, independente de quem seja. De que quando as pessoas estão bravas, não adianta querer mostrar ou falar algo. Espere o momento ideal para isso. Ou mesmo quando for o cenário ideal, e alguém jogar fora sua idéia, simplesmente faça como o avô dele uma vez falou:
“jogou no lixo, vem outra e pega.”
Talvez ele tenha tido uma professora dessas em seu currículo...
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
Caminhando no escuro
Em uma cidade do interior, nasceu um garoto que como todos os garotos e garotas, tinha medo do escuro.
Seus pais não o encorajavam muito a dormir na escuridão, então, todas as noites ou deixavam uma vela acessa no seu quarto enquanto ele ia dormir, e já quando estava dormindo, a vela apagava o quarto, deixando o garoto sozinho em pleno breu.
Mas isso era pior, pois o garoto acordava com freqüência e, quando deparava-se sozinho naquela situação, começava a chorar e acordava todo mundo, voltando a ter que ter luz no quarto.
O tempo passou, o garoto já não era mais garoto, saiu da casa dos seus pais, arrumou um emprego na cidade grande e por mais simples que fosse, continuava a manter velhos hábitos de infância, entre eles, o pior de todos para ele: medo do escuro.
Sem saber o que fazer de sua vida, mudava de emprego frequentemente. Suas relações pessoais também eram difíceis, sua situação financeira na cidade grande, não era das melhores e sempre estava em dificuldades tendo que ser socorrido pelos seus pais, que o apaioavam em viver longe mesmo com muitas saudades do seu filho querido.
Mas a angustia que ele tinha, com toda essa situação, aumentava dia após dia. Profundamente insatisfeito com a vida que levava, com os traumas que o perseguiam, com a crise financeira desde seu tempo de faculdade. Nada que ele fazia dava muito certo. As garotas que ele namorava, somente traziam mais dor em seu coração pois as magoava ou elas o faziam sofrer.
Passou por vários terapeutas, sessões e mais sessões de analises, e tudo na mesma. A única coisa que mudava em sua vida, era que ele estava ficando velho, sozinho e sem emprego fixo.
A vontade que ele tinha, profundamente em sua mente e coração, era de largar o emprego, largar o corpo que ele carregava por anos e décadas e arriscar, trocar de vida, como dizia ele para os amigos. E a coragem pra mudar? Essa era a única frase que o mantinha preso de certa forma ao que ele conhecia.
Ate que um belo dia, um amigo foi dormir em sua casa e não entendeu nada o que se passava por la, pois todas as luzes ficavam acessas durante a noite.
Ele trabalha a noite? Perguntou-se o amigo sem poder dormir direito com toda aquela luz.
Na manha seguinte, durante o café, a pergunta crucial: “porque você deixa tudo acesso durante a noite?”
“tenho medo de escuro” responde ele.
“Desde quando?”
“ Desde criança, não consigo dormir sem ter uma luz acessa.”
Seu amigo, que não era muito inteligente, comparado a ele, simplesmente responde:
“e você não parou pra pensar, que seu medo de escuro, desde criança, pode estar te atrapalhando desde entao?”
Era uma pergunta muito simples para ele entender.
Indignado com a situação do amigo, ele resolve interagir para salva-lo.
“Proponho um desafio. A noite, apague a luz de somente um cômodo, começando pela sala de estar, ate finalmente você chegar no seu quarto. Ai sua vida mudará”
“COMO? TA MALUCO! COMO VOU CHEGAR NA COZINHA A NOITE SE TIVER SEDE? E SE EU PRECISAR IR NO BANHEIRO ENTAO! NÃO POSSO! NÃO CONSIGO!”
Resistente por um tempo, foi o amigo ir embora e aquilo ficava martelando em sua mente...ate que uma noite, cansado de sofrer nessa vida, resolveu tentar. Não custava nada mesmo!
Apagou a luz da entrada. Ufa, conseguiu dormir.
Apagou a luz da lavanderia. Ufa, foi difícil, mas dormi bem.
Apagou a luz do lavabo...da dispensa....ate chegar no corredor da cozinha, banheiro, copa, e finalmente, depois de um tempo, chegou o grande desafio: apagar a luz do quarto.
Passou um tempo, ate que ele pudesse finalmente desliga-la. E aconteceu! Apagou a luz do quarto e dormiu.
Teve sonhos maravilhosos. Sonhos que nunca teve antes. Visoes e mais visões. Sonhou com seus pais, andando livremente por um terreno lindo e maravilhoso onde todos estavam de mãos dadas caminhando sorridentes e ele não estava sozinho, estava casado com uma linda garota de infância. Ate que ele acordou, leve, livre, feliz.
A primeira providencia naquele dia foi pedir demissão do seu emprego estafante e intediante. Trocou as roupas que usava por décadas, mudou o visual completamente, começou a trabalhar no que realmente amava e aquilo o deixava satisfeito, pleno. Ate que um dia reencontrou uma amiga de infância que ele nunca teve coragem de conversar pois a achava linda demais para ele. Resolveu convida-la para almoçar, ir ao cinema, e começaram a namorar.
Deitados, quase dormindo, ela pede por um copo de água. “Claro amor, já volto”.
Ele levanta, e caminha na escuridão ate a cozinha, pega o copo, coloca água e caminhando em direcao ao quarto lembra do amigo que o aconselhou a apagar as luzes e comeca a rir...
“As vezes, nos encontramos em situações difíceis, sem coragem para mudar e não sabemos o que fazer ou o motivo que nos impede a realizar o que realmente acreditamos que seja nosso caminho ou destino. E a resposta pode simplesmente ser um simples: medo do escuro.”
Muito obrigado, seu amigo.
Cassiano Murillo Zanetti
Seus pais não o encorajavam muito a dormir na escuridão, então, todas as noites ou deixavam uma vela acessa no seu quarto enquanto ele ia dormir, e já quando estava dormindo, a vela apagava o quarto, deixando o garoto sozinho em pleno breu.
Mas isso era pior, pois o garoto acordava com freqüência e, quando deparava-se sozinho naquela situação, começava a chorar e acordava todo mundo, voltando a ter que ter luz no quarto.
O tempo passou, o garoto já não era mais garoto, saiu da casa dos seus pais, arrumou um emprego na cidade grande e por mais simples que fosse, continuava a manter velhos hábitos de infância, entre eles, o pior de todos para ele: medo do escuro.
Sem saber o que fazer de sua vida, mudava de emprego frequentemente. Suas relações pessoais também eram difíceis, sua situação financeira na cidade grande, não era das melhores e sempre estava em dificuldades tendo que ser socorrido pelos seus pais, que o apaioavam em viver longe mesmo com muitas saudades do seu filho querido.
Mas a angustia que ele tinha, com toda essa situação, aumentava dia após dia. Profundamente insatisfeito com a vida que levava, com os traumas que o perseguiam, com a crise financeira desde seu tempo de faculdade. Nada que ele fazia dava muito certo. As garotas que ele namorava, somente traziam mais dor em seu coração pois as magoava ou elas o faziam sofrer.
Passou por vários terapeutas, sessões e mais sessões de analises, e tudo na mesma. A única coisa que mudava em sua vida, era que ele estava ficando velho, sozinho e sem emprego fixo.
A vontade que ele tinha, profundamente em sua mente e coração, era de largar o emprego, largar o corpo que ele carregava por anos e décadas e arriscar, trocar de vida, como dizia ele para os amigos. E a coragem pra mudar? Essa era a única frase que o mantinha preso de certa forma ao que ele conhecia.
Ate que um belo dia, um amigo foi dormir em sua casa e não entendeu nada o que se passava por la, pois todas as luzes ficavam acessas durante a noite.
Ele trabalha a noite? Perguntou-se o amigo sem poder dormir direito com toda aquela luz.
Na manha seguinte, durante o café, a pergunta crucial: “porque você deixa tudo acesso durante a noite?”
“tenho medo de escuro” responde ele.
“Desde quando?”
“ Desde criança, não consigo dormir sem ter uma luz acessa.”
Seu amigo, que não era muito inteligente, comparado a ele, simplesmente responde:
“e você não parou pra pensar, que seu medo de escuro, desde criança, pode estar te atrapalhando desde entao?”
Era uma pergunta muito simples para ele entender.
Indignado com a situação do amigo, ele resolve interagir para salva-lo.
“Proponho um desafio. A noite, apague a luz de somente um cômodo, começando pela sala de estar, ate finalmente você chegar no seu quarto. Ai sua vida mudará”
“COMO? TA MALUCO! COMO VOU CHEGAR NA COZINHA A NOITE SE TIVER SEDE? E SE EU PRECISAR IR NO BANHEIRO ENTAO! NÃO POSSO! NÃO CONSIGO!”
Resistente por um tempo, foi o amigo ir embora e aquilo ficava martelando em sua mente...ate que uma noite, cansado de sofrer nessa vida, resolveu tentar. Não custava nada mesmo!
Apagou a luz da entrada. Ufa, conseguiu dormir.
Apagou a luz da lavanderia. Ufa, foi difícil, mas dormi bem.
Apagou a luz do lavabo...da dispensa....ate chegar no corredor da cozinha, banheiro, copa, e finalmente, depois de um tempo, chegou o grande desafio: apagar a luz do quarto.
Passou um tempo, ate que ele pudesse finalmente desliga-la. E aconteceu! Apagou a luz do quarto e dormiu.
Teve sonhos maravilhosos. Sonhos que nunca teve antes. Visoes e mais visões. Sonhou com seus pais, andando livremente por um terreno lindo e maravilhoso onde todos estavam de mãos dadas caminhando sorridentes e ele não estava sozinho, estava casado com uma linda garota de infância. Ate que ele acordou, leve, livre, feliz.
A primeira providencia naquele dia foi pedir demissão do seu emprego estafante e intediante. Trocou as roupas que usava por décadas, mudou o visual completamente, começou a trabalhar no que realmente amava e aquilo o deixava satisfeito, pleno. Ate que um dia reencontrou uma amiga de infância que ele nunca teve coragem de conversar pois a achava linda demais para ele. Resolveu convida-la para almoçar, ir ao cinema, e começaram a namorar.
Deitados, quase dormindo, ela pede por um copo de água. “Claro amor, já volto”.
Ele levanta, e caminha na escuridão ate a cozinha, pega o copo, coloca água e caminhando em direcao ao quarto lembra do amigo que o aconselhou a apagar as luzes e comeca a rir...
“As vezes, nos encontramos em situações difíceis, sem coragem para mudar e não sabemos o que fazer ou o motivo que nos impede a realizar o que realmente acreditamos que seja nosso caminho ou destino. E a resposta pode simplesmente ser um simples: medo do escuro.”
Muito obrigado, seu amigo.
Cassiano Murillo Zanetti
quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
"ao invés de saber aonde voce quer chegar, voce precisa saber onde tem estado"
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
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